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O Reveillon

Postado em 27 de dezembro de 2010 às 17:23

Na verdade, das festas de fim de ano, esta é a que exige mais cuidado e preparação. Não é só ir para festa. Não. Tem que se preparar, seguir o ritual necessário para uma boa passagem de ano. Tem aquela história dos sete caroços de romã, pular sete ondas após a meia noite. E, por fim, você tem que fazer a passagem de branco. Ou, pelo menos, ter uma peça branca. Certa ocasião, a minha mulher perguntou se eu tinha comprado a roupa do Ano Novo. Como todo daltônico que se preza mostrei uma bermuda azul e uma camisa amarela. Quando ela viu, quase teve um ataque:

__Você vai de bermuda roxa e uma camisa verde cana?? Falta só o tênis ser marrom.   Eu ainda ensaiei contestar, afirmando que o tênis não era marrom e sim preto desbotado. Mas o meu histórico de daltônico não me era muito favorável. O tênis realmente era marrom.

__E agora? Você não pode romper o ano com cores desfavoráveis__ gritou minha mulher, preocupada com o possível atraso para ir à festa. Perguntei:

__Se é assim, quais são as cores favoráveis?

__Você tem que usar uma peça branca, para trazer paz, amor e ter um ano seguinte próspero.__respondeu ela, já esbaforida.

__Mas isso é superstição. Não acredito nisso não __ falei como a maioria dos homens que dizem não ter superstição, mas num passa por baixo de uma escada nem pau.

__Nada disso. Eu não vou passar o ano com um homem azarado. Lembra de Arnóbio, casado com minha prima Estere (o pai botou o nome na filha de Estereofônica, porque viu numa radiola).Pois, ele foi para o reveillon de marrom. No mês seguinte foi preso pela Receita Federal por sonegação __ respondeu, já ficando desesperada

__Mas o que faltou a ele foi pagar os impostos, e não uma roupa branca __ respondi com o meu direito a tréplica.

__Nada disso. E o Tio Nenzinho que quando se separou da mulher, ela levou tudo que ele tinha, só porque fez a passagem do ano de vermelho __ respondeu resoluta.

__Mas aí faltou um bom advogado e não roupa branca. Se fosse assim, Papai Noel despencava do trenó todo ano, pois ele não só passa o reveillon de vermelho, como também o ano todo __ respondi.

__Não seja engraçadinho. Ele deve trocar de roupa, que num é besta. E o Alfredinho, que virou gay no ano seguinte, porque rompeu o ano de cor-de-rosa __falou, já chateada.

            Aí eu descobri que ela não só acreditava em superstição, como também em Papai Noel. Mas, para não “encumpridar” a conversa, resolvi ceder.

__Vou vestir então aquela camisa branca do casamento.

__O quê?? Nem pensar! Primeiro porque aquela camisa num lhe cabe mais. Naquela época você tinha 64 quilos, e hoje você é o terror das balanças. Além do mais, ela tem uns vinte anos. Depois, tem que ser uma roupa branca nova, que ainda não foi usada __ sentenciou ela.

            E agora, o que fazer? São 23h, num tem loja, shopping e nem supermercado aberto a essa hora. Estaria eu fadado a ser preso pela Receita Federal, perder todos os meus bens, que por sinal já não são muitos, e virar gay? Prá num arriscar, resolvi tentar encontrar uma solução. Deixando claro que eu não sou supersticioso, mas os argumentos eram muito fortes.

           Saímos desesperados procurando algum estabelecimento aberto. O único que encontramos foi uma farmácia de plantão, que, lógico, não vendia roupa branca. A solução foi drástica e dramática, para mim, claro: passei o reveillon de fralda da Turma da Mônica, sem poder beber nem água, para evitar ir ao banheiro. Já imaginou ter que pedir algum colega de sanitário para prender o broche na minha fralda.

Tasso Soares de Lima

O Espaço Vida & Saúde deseja a todos um FELIZ 2011!

 

Imagem: Maurício Oliveira Junior

 

  

Então é Natal!

Postado em 20 de dezembro de 2010 às 20:31

Quem nunca escutou a voz da Simone cantando: Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez. Uma versão da universal música de John Lennon que se incorporou ao quadro de músicas natalinas no Brasil. Realmente, nenhum período do ano é tão esperado por todos quanto o Natal. As coisas ficam mais coloridas e brilhantes e as pessoas ficam mais solidárias. É a época na qual se vai encontrar parentes, amigos, colegas e agregados,  pessoas que não vêm há muito tempo.

Aflora com mais intensidade a fé e o espírito cristão. O comércio aproveita o período mais rentável do ano para vender mais, contrata novos funcionários. As  mulheres tem uma desculpa maior para fazer novas compras e dar presentes pra todo mundo. Os homens e mulheres encontram um motivo maior para beber mais e comer além da conta. E aí, todo mundo promete que vai começar o regime depois que as festas do fim-de-ano. Se isso acontecesse, com certeza os supermercados teriam um prejuízo danado pela fome que a população diz que vai passar. As crianças esperam Papai Noel, Mamãe Noel, ou qualquer pessoa que lhe dêm um presente. Muitas histórias acontecem nessa época. Algumas emocionantes, outras inesquecíveis, umas tristes e, evidentemente, algumas engraçadas. Afinal são muitos eventos, muitas festas e muitos encontros. É aí onde nos encontramos.

Tem coisas que não podem faltar no Natal: as comemorações da empresa, roupa nova, Natal em família, o peru de Natal (que por sinal já mudou para o Chester de Natal, e até o frango de Natal, dependendo da situação), presépio, árvore de Natal, troca de presentes, ceia natalina e...e...e...o amigo secreto. É verdade, o amigo secreto. Mas, além do amigo secreto, ainda tem a “tal caixinha do natal”. Aí entra quase todo mundo com quem você se relaciona. Tem a caixinha do lixeiro, que se você não participar, ele rasga o saco de lixo na sua calçada. Pra falar a verdade é a época em que mais aparece lixeiro na sua porta. Na farmácia, na hora de pagar, você encontra aquela caixinha improvisada, com um buraco bastante largo para você colocar uma nota, pois se for estreito, você só coloca moeda. Tem o carteiro, que entrega um envelope de Feliz Natal, que ele vai recolher posteriormente e se não ele não receber o envelope de volta, significa que você vai receber suas correspondências de algum outro vizinho, que receberá “enganado” as suas contas. Tem o cara que entrega sua revista semanal, se você não participa da caixinha dele, fica sem receber a revista, ou só chega atrasada. Tem também manicure, o cabelereiro, a mercearia, a banca de jornais, a lanchonete, o porteiro do condomínio, o pastorador de carros, o vigia, enfim todo mundo faz a caixinha do natal. A coisa está tão disseminada que certa vez encontrei um mendigo sentado na calçada, pendindo esmola e aí, dentro do espírito do Natal, dei uma nota de R$ 5,00, ele agradeceu e mostrou a caixinha do Natal, como quem perguntasse: e prá caixinha do Natal, num vai nada?

 Mas voltemos para o amigo secreto. Eu pelo menos participo de uns quatro amigo secreto por ano. E aí você tem que comprar presente para todos eles e ainda ser coerente com cada um. Eu já acho difícil comprar um presente, imagine quatro. É  muito sofrimento para um cristão só. Prá ver o quanto isso tá enraizado em nossa cultura, a minha esposa participa, além dos quatro que eu falei, do amigo secreto com algumas amigas e na manicure, o que eleva para seis participações.Por conta dessa confusão toda, teve um ano que no Natal da empresa que trabalho, eu peguei o papelzinho com o nome do amigo ou amiga secreta, coloquei no bolso da camisa e esqueci de tirá-lo. E para completar, não lembrava quem era o meu, ou minha, amiga secreta. Quando chegou a época de comprar o presente, cadê eu saber o que comprar. Olha, você sabendo quem é a pessoa já é dificil e você ainda comete gafe, imagine sem ter a menor idéia de quem era o “infeliz” do seu amigo secreto. O que fazer? Bom, a primeira providência é pensar num presente unissex.Você pode comprar um disco, afinal música é universal. Contudo, para saber o gosto da pessoa você precisa saber quem é essa pessoa. Já pensou se eu compro um disco do Calypso e a pessoa detesta Chimbinha. Ela vai pensar que é uma desfeita. Ou se eu compro um disco cultural, tipo Antônio Nóbrega, e a pessoa adora Ferro na Boneca, ou Calcinha Preta. Ela vai me esculhambar durante os próximos 364 dias, porque quando completar 365 dias ela estará lá, olhando para mim e esperando para ver o que eu vou dar de presente de novo. Provavelmente estará com o disco de Antônio de Nóbrega para me dar de volta.

Tem um detalhe: a história de que quando você não gosta do presente que recebe, e não puder trocar, você aproveita o próximo amigo secreto para passar para frente o presente encalhado. Uma vez eu recebi um perfume vencido, de tanto ele rodar de mão em mão.  Todo amigo secreto vai ter livro, disco, brinco de bijouteria, DVD da promoção, camisa, blusa, gravata (pro chefe, é claro), porta-retrato, album para fotografias e agora, o pen drive também entrou na lista.

             Aí você pergunta: e o que aconteceu quando você esqueceu o nome do seu amigo secreto? Você tinha que me lembrar desse trauma? Bom, foi realmente um sufoco. Pois se eu comprasse algo masculino e fosse uma mulher? Ou vice-versa. Ou se eu compro algo feminino e é alguém que ainda está no armário, com certeza iria pensar que eu havia descoberto a sua opção e estava me declarando a ele? Eu não poderia correr esse risco. O que foi que eu fiz? Comprei um DVD dos Bee Gees, que por sinal estava na promoção, e já me preparei para a desculpa que iria dar caso a pessoa esboçasse uma decepção, dizendo que adorava a banda e queria compartilhar com ela a musicalidade do grupo. Na hora da troca de presentes, por uma questão de estratégia, fiquei por último para saber quem sobrava e verificar quem diabo era o meu amigo secreto (era tão secreto que nem eu sabia). Pro meu azar, quem eu havia tirado como amigo secreto era a copeira que não tinha aparelho de DVD, adorava a banda Garota Safada, e que me perguntou se aquela banda dos bodes tocava forró. Na verdade eu não estava preparado para aquela pergunta. Na mesma hora, o som 3 em 1 da festa começou a tocar “Então é Natal, o que você fez?” Era Simone me repreendendo pela gafe. Para o meu consolo ela continuou: “o ano termina, e nasce outra vez”. É verdade.  Assim é o Natal.

Tasso Soares de Lima*

O Espaço Vida & Saúde deseja a todos um Feliz Natal e um Ano Novo com Saúde, Paz, Felicidade e Alegria.

*Autor do livro Concerto para triângulo em dó maior e, em coautoria com Mariana Araújo e Maurício Oliveira Júnior, do recente livro  Humor acima de tudo.

Imagem: Maurício Oliveira Junior

Pilates para idosos – auto-estima e qualidade de vida!

Postado em 14 de dezembro de 2010 às 15:46

Em nossa sociedade encontramos com frequência quem acredite que com o passar dos anos, a idade avançada torna as pessoas obsoletas e incapazes. Estudos comprovam que as pessoas que pensam desta forma são justamente aquelas que acabam por ficar desse jeito.

Envelhecer não deve ser sinônimo de incapacidade. É possível aproveitar a vida quando se está numa idade avançada. Uma ótima maneira de se fazer isso é praticando atividades físicas.

O Pilates é um exercício muito eficaz para amenizar e até mesmo reverter os efeitos do tempo sobre o corpo. As gerações mais velhas podem tirar proveitos de muitos de seus benefícios. Por ser um exercício de baixo impacto, não há pressão sobre as articulações enquanto os movimentos são executados, tornando-o ideal para os praticantes da terceira idade.

O Pilates proporciona uma espinha mais resistente de modo a aumentar o equilíbrio corporal, o que é um grande avanço, já que o idoso tem seu equilíbrio comprometido devido aos desvios posturais decorrentes da idade. Através de exercícios desafiadores, o equilíbrio é restabelecido, restaurando as conexões responsáveis pela sensação de segurança ao caminhar e realizar as atividades do dia-dia.

A prática estimula a produção e a demanda de cálcio para os ossos que possam estar fragilizados, proporcionando lubrificação e aumento da amplitude dos movimentos para as articulações acometidas, respeitando os limites e avanços de cada um dentro das aulas. Por isso, os portadores de doenças como artrose, artrite reumatóide, artroplastia e discopatias degenerativas (degeneração das vértebras e discos da coluna), osteopenia e osteoporose também podem obter melhorias com o treinamento.

Contudo, o maior ganho da prática talvez seja a melhora que ela proporciona à auto-estima. Conforme o idoso se familiariza com os exercícios, ele se surpreende por conseguir realizar uma série de movimentos que, até então, ele não se julgava capaz.

O Pilates incentiva a vontade de aprender e viver, proporcionando melhor qualidade de vida. Através dele os idosos podem resgatar a confiança em si mesmos, valorizando-se mais e desfrutando melhor das coisas boas que a vida tem a oferecer.

Fonte: Site Revista Pilates                                                           Imagem: Internet

É brincadeira ou bullying?

Postado em 06 de dezembro de 2010 às 08:41

Bullying é um tema que vem se disseminando e se tornando cada vez mais conhecido pela sociedade e reconhecido como um problema sério que permeia o cenário social da infância e adolescência em contexto escolar.

Pode parecer uma simples “brincadeira de mau gosto”, mas o bullying refere-se a atos de violência física ou psicológica que acontecem sistematicamente e sem motivação aparente e cuja vítima está em posição de desvantagem em relação ao agressor (Tavares, 2010).

Considerado uma forma de abuso, atitudes como colocar apelidos, ofender, excluir, discriminar, perseguir, assediar, amedrontar, dominar, agredir, bater, ferir, roubar, quebrar pertences, entre outras, são modos de expressão do bullying, quando estas se manifestam de maneira intencional e recorrente. O agressor provoca sua vítima sobremaneira quando esta não está emocionalmente apta a se defender. A assimetria de forças é uma forte característica do bullying.

 Estudos apontam que os agressores freqüentemente são crianças ou adolescentes que vivenciam pouca afetividade no lar e convivem com modelos de comportamento agressivo dentro da própria família.As vítimas, por outro lado, possuem um perfil extremamente frágil, passivo e reservado. No entanto, é importante advertir que, diante da complexidade de ser do humano, a tentativa de se traçar um perfil padrão pode ser um caminho perigoso, que nos leve puramente à construção de rótulos. Nesse sentido, é necessário avaliar com cautela cada caso.

Quando a vítima não fala que vem sofrendo abuso, torna-se difícil identificar um caso de bullying. Cabe aos responsáveis e às escolas estarem atentos e não negligenciar aquilo que parece ser “brincadeira de criança”. Ao perceber algum movimento suspeito, investigar se suas crianças ou adolescentes estão envolvidos em situação de bullying é a melhor postura a assumir.

É evidente que o bullying não é um fenômeno exclusivamente do século atual, ele já vem sendo estudado desde a década de 80. No entanto, a consciência em relação aos danos psicológicos que esta forma de violência pode causar na vida de alguém, vem fortalecendo críticas que chegam a alcançar as políticas públicas de todo o panorama mundial. Exemplo disso é a campanha que os EUA vêm mobilizando, por meio da divulgação de astros de Hollywood, para encorajar os estudantes a denunciar e se defender do bullying

Apesar de se ter a escola como palco principal, as ocorrências de bulling ultrapassam os muros desta instituição. Elepode acontecer também em outros ambientes sociais, inclusive dentro da própria família, entre irmãos, por exemplo. A internet também vem se tornando veículo de manifestação do bullying, o cyberbullying, sendo, então, imprescindível que os pais fiquem atentos principalmente às chamadas redes de relacionamento, tais como orkut, facebook, twitter, etc., que são bastante acessadas pela população brasileira em idade escolar.

Fonte: Lia Gabdem e Ilana Souza - Psicólogas do Espaço Vida & Saúde.

Imagem: Internet

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