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Afinal, o que é uma família?

Postado em 23 de fevereiro de 2011 às 11:00

Definir o que é uma família é uma tarefa bastante complexa, pois ela vai muito além da ideia de um simples agrupamento de pessoas. A família é uma instituição social rica e dinâmica em termos de relações e sua conceituação é mutável, por ser a família uma construção histórica e social, que sofre influência de diversos fatores, como a cultura de cada época, o local em que se vive, as conquistas sociais de cada geração. Por isso, é importante refletir sobre a família de forma mais ampla e diversificada, mas não menos complexa e dinâmica, situada dentro de um determinado momento histórico e contexto social.  

            Tradicionalmente, família é caracterizada como um “grupo social básico, formado por pai, mãe e filhos (s); pessoas ligadas entre si pelo casamento ou qualquer parentesco” (Dicionário Houaiss). Esta definição privilegia a família nuclear, que é caracterizada pela existência do pai, da mãe e dos filhos de primeiro casamento; os critérios biológicos de parentesco e a existência de uma instituição formal - o casamento - como formadora de uma família.

No entanto, percebemos que, atualmente, a família tem sofrido diversas alterações que exigem um olhar mais amplo sobre essa questão e uma reflexão mais profunda sobre o que é uma família. O que vemos no dia a dia e que é cada vez mais comum são famílias onde convivem vários parentes, irmãos, meio-irmãos, mulher do pai, filhos do marido da mãe, e tais configurações trazem diversos desafios comuns a crianças, jovens e adultos de nosso tempo. As configurações familiares estão mudando ou, pelo menos, multiplicando-se em famílias separadas, recasadas, monoparentais, socioafetivas e homoafetivas. Esses novos formatos de família nos leva a repassar o conceito tradicional desta, abrangendo a complexidade e diversidade das relações familiares, que hoje se apresenta de diferentes novos formatos.

Para a psicóloga carioca Terezinha Fères-Carneiro, a família recasada tem características próprias e não deve ser tomada como família nuclear recriada, uma vez que “Os limites dos subsistemas familiares são mais permeáveis, a autoridade paterna e materna é dividida com outros membros da família, assim como os encargos financeiros. Há uma complexidade maior na constituição familiar”. Ela afirma que “(...) esses núcleos familiares são tão capazes de promover saúde quanto às famílias de primeiro casamento. A competência das famílias não depende do fato de serem casadas, separadas ou recasadas, mas da qualidade das relações estabelecidas entre seus membros”.

Diante das novas configurações familiares, ela aponta a possiblidade de compreender a família como um processo de passagem entre gerações. Segundo esta visão, a família afasta-se do critério biológico, dando ênfase a dimensão psicoafetiva, independente de sua configuração. “A diversificação da estrutura familiar pode ser assimilada à medida que o processo de transmissão de valores e de crenças familiares se mantém por meio das solidariedades intergeracionais”. Ela é um espaço privilegiado na construção de relacionamentos afetivos, que irão exigir respeito, tolerância, compreensão e companheirismo. Portanto, pensar a família como um agrupamento de pessoas que possuem parentesco biológico é algo bastante restrito e limitado, que não atende a diversidade e complexidade das relações humanas, especialmente no contexto atual. É fundamental repensar e rever velhos conceitos, para que seja possível construir famílias cada vez mais felizes, harmônicas, tolerantes e abertas à diversidade.

 

O que vcs acham dessas novas configurações familiares e desse novo conceito de família?

Para aqueles que vivenciam essas novas configurações, compartilhem suas experiências.

 

Fonte: adaptado do texto “Novas Configurações Familiares e os desafios para a Psicologia”, do Jornal do Federal – Conselho Federal de Psicologia – Ano XXII nº 99.

Imagem: Internet

tags: familia

Belas costas com Pilates!

Postado em 11 de fevereiro de 2011 às 15:39

Quando falamos em trabalhar as costas através do Pilates, é importante compreender os elementos básicos deste tipo de exercício. Embora o Pilates seja uma modalidade suave e controlada, você deve consultar um médico antes de iniciar qualquer rotina de fitness. É vital trabalhar com um instrutor qualificado para garantir que você está fazendo os movimentos corretamente. Um professor experiente será capaz de adaptar os exercícios para acomodar suas limitações e continuamente desafiá-lo dentro de seu alcance, além de monitorar seus resultados.

Ao contrário do treinamento comum com pesos, o Pilates é tridimensional (ou seja, os exercícios podem ser realizados em todos os planos de movimento) e focado no reequilíbrio dos músculos em torno das articulações, enquanto equilibra a força e a flexibilidade. O treinamento com pesos e o Pilates podem ser um excelente programa de treinamento, pois se complementam muito bem.

Dores na Lombar

Dor na lombar não é um problema raro, mesmo entre aqueles que treinam regularmente. Isto pode acontecer devido a uma série de causas. Em muitas pessoas, dor nas costas não é conseqüência de uma lesão repentina, mas sim o resultado de anos preservando maus hábitos e acabam levando à má postura e à falta de consciência corporal.

Muitas lesões crônicas (aquelas que ocorrem ao longo do tempo, o oposto àquela gerada por uma única queda ou golpe) são resultado de um desequilíbrio muscular do corpo. A lombar não é exceção. Quando os músculos do tronco são fracos, não há suporte para as estruturas da parte inferior das costas, gerando dor e desconforto. O Pilates envolve estas preocupações através da atenção aos músculos abdominais.

“O Pilates é o exercício mais suave e delicado para o corpo, com todos os benefícios de um treinamento de força”, diz Moira Merrithew, Diretora Executiva de Educação da STOTT PILATES™. “Ao mesmo tempo, ele ajuda a construir músculos fortes, saudáveis, melhora o fluxo sanguíneo, e envolve todos os músculos na hora certa, por tanto, ele trabalha seu corpo por dentro e por fora, proporcionando o condicionamento ideal”.

Treinamento do Core

A verdadeira definição do treinamento do core é amplamente conhecida na comunidade médica e de reabilitação como base para o recondicionamento da musculatura de suporte do corpo. O Pilates, como um método de exercício, concentra em trabalhar os músculos de dentro para fora, ao invés do contrário. Desta forma, as camadas mais profundas dos músculos do tronco, transverso abdominal e pavimento pélvico, para citar alguns, são treinados para proteger a parte inferior das costas, permitindo que o corpo execute movimentos com mais facilidade e fluidez. É possível conseguir isto através da realização de movimentos controlados, com atenção especial a conexão mente-corpo.

Infelizmente, não são apenas os músculos da parte inferior das costas que nos fazem sentir dor nesta área. Ombros e pescoço curvados, cabeça para frente e outros desvios posturais podem contribuir para o desconforto na lombar. A ampla gama de exercícios disponíveis no repertório de Pilates trabalha para restaurar o equilíbrio e o alinhamento de todo o corpo, reduzindo a dor nas costas causada devido ao estresse e a fadiga.

“Pilates ajuda pessoas de todas as idades e níveis físicos a superar as dores e, por conseguinte, a poder desfrutar das atividades cotidianas”, explica Linday G. Merrithew, presidente e CEO da STOTT PILATES™. “A atenção ao alinhamento adequado que o Pilates oferece através de suas inúmeras variações de movimento, com ou sem equipamentos, é uma transição natural a uma vida normal”.

A prancha

O Pilates se concentra em restaurar o equilíbrio, bem como fortalecer os músculos de maneira concêntrica e excêntrica – em movimentos de “dentro” e de “fora” – o que pode ajudar no controle muscular e a prevenir futuras lesões. Quando falamos dos músculos das costas, um dos exercícios mais efetivos é a prancha. A posição da prancha pode ser feita pela maioria dos praticantes em qualquer nível de condicionamento físico.

Na sua versão mais simples, o torso é mantido em uma posição neutra, enquanto as mãos repousam, os braços estão estendidos sob os ombros, pernas aduzidas e escapula estabilizada.  Manter a posição de prancha exige contrações isométricas dos estabilizadores do core, incluindo o transverso abdominal e o multífido.

O engajamento dos oblíquos interno e externo, bem como do reto abdominal, é necessário para garantir o alinhamento neutro da espinha. Estabilizadores da escápula, incluindo o serrátil anterior, trapézio médio e inferior e o grande dorsal, também são direcionados para manter as escapulas em alinhamento ideal. Na parte inferior do corpo, adutores da coxa ajudam a manter a posição pélvica e a ativar os músculos do assoalho pélvico.

Glúteos e os músculos posteriores da coxa também estão envolvidos na estabilização da pelve e do fêmur durante toda a duração do exercício. A execução bem sucedida da prancha incentiva uma conexão de corpo inteiro. Modificações da prancha podem ser realizadas com os cotovelos ou joelhos flexionados reduzindo o número de articulações a serem estabilizadas.

(...)

Fonte: Site Revista Pilates                                  Imagem: Internet

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