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5 mitos sobre o estresse

Postado em 30 de março de 2011 às 10:00

 

Morar no último andar de um prédio garante uma bela vista. Por outro lado, implica longas viagens de elevador ou de escada. Em outras palavras, dependendo de como se encara a situação, a cobertura vira um sonho ou um aborrecimento. "Com o estresse, ocorre algo semelhante: o fato em si importa menos do que a maneira como é assimilado", avalia a psicóloga Valquíria Trícoli, vice-presidente da Associação Brasileira de Stress. A confusão, entretanto, começa na hora de decidir o que fazer para lidar com o nervosismo. Certas práticas que aparentemente esfriam a cabeça podem, na verdade, acabar esquentando os ânimos. "Estamos mais preparados para gerenciar o estresse. Só que, por falta de informação, as pessoas cometem erros que as prejudicam ainda mais", reforça o psicólogo Esdras Vasconcellos, da Universidade de São Paulo. Chega o momento de introduzir as atitudes que causam uma tempestade na massa cinzenta e as correções que asseguram a bonança cerebral. Vamos aos mitos.

1 - NÃO SE PROGRAME
A língua portuguesa é ambígua em alguns casos. No dicionário Houaiss, por exemplo, a palavra relaxado caracteriza tanto os indivíduos descontraídos como aqueles negligentes. E até por causa desse encontro de significados muita gente crê piamente que a displicência é sinônimo de calmaria. Todavia, isso não poderia estar mais longe da realidade. "Priorizar certos assuntos, organizar-se e manter uma agenda dos eventos são passos importantes para manter a serenidade", revela Ana Maria Rossi, psicóloga da Clínica de Stress e Biofeedback, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Afinal, aí estão enumerados jeitos simples de se preparar para enfrentar o que vem ao longo do dia e, então, evitar surpresas desagradáveis ou instantes embaraçosos, dois fatores capazes de alavancar os níveis de adrenalina no organismo. Mas que fique claro: a disciplina precisa ser acompanhada de flexibilidade. "Ficar engessado também atrapalha, porque qualquer imprevisto pode desencadear nervosismo", esclarece Ana Maria.

2 - MEDITE!
A tal arte milenar oriental, assim como a ioga ou até o tai chi chuan, é preconizada como um dos alívios mais eficazes para a tensão excessiva. Ela realmente tem seu valor, porém somente para quem a aprecia. Forçar alguém reconhecidamente elétrico a ficar imóvel enquanto se concentra em seu próprio corpo, além de não adiantar nada, contribui para o surgimento de uma sensação precursora do estresse: a ansiedade. "Determinados pacientes relaxam mais com exercícios físicos, outros com a leitura, e há quem aposte nas músicas", elenca a psicóloga Selma Bordin, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A regra, portanto, é investir no que você gosta. Mas para toda norma há uma exceção. "Um jogo de cartas, se ficar muito competitivo, torna-se igualmente estressante", exemplifica Esdras Vasconcellos. "É importante valorizar a diversão nesses momentos em vez de se concentrar somente na vitória ou na derrota", acrescenta.

3 - FALE ATÉ FICAR ROUCO!
Discutir a perda de um emprego ou a de um ente querido auxilia a superar o trauma. Entre outras coisas, o próprio ato de falar exige uma organização prévia do pensamento — premissa essencial para passar por cima das pedras que atravessam o seu caminho. Acontece que, em contrapartida, a insistência no assunto quase sempre culmina em nervos exaltados. "A mente não trabalha com tempos diferentes. Um evento passado, se relembrado, vem para o presente", explica a psicóloga Ana Maria Rossi. Isso quer dizer que remoer tópicos desagradáveis de tempos atrás com os amigos costuma terminar em irritação. O pior é que isso não ocorre só porque a questão continua a rondar as conversas do sujeito. Na verdade, as próprias palavras dos companheiros às vezes causam desconforto por se oporem ao raciocínio do estressado do momento. Por isso, os especialistas aconselham buscar parceiros de papo que sejam bons ouvintes e que busquem apenas aprofundar o debate. "Ajuda mais quem não emite opiniões. Caso contrário, aquele processo de estruturação das ideias é inibido", relata Selma Bordin.

4 - NUNCA DURMA NERVOSO
Em um mundo ideal, as preocupações ficariam restritas ao período em que o sol dá as caras. Mas, na realidade, cada vez mais elementos interferem no equilíbrio do dia — e muitos deles não têm medo do escuro da noite. Por isso, sejamos sinceros: aquela velha máxima de não levar problemas para a cama é difícil de ser aplicada ao pé da letra. E, mais do que isso, se trocamos horas de sono para resolver pendências, o risco de o estresse despertar junto com você aumenta. "Há estudos que relacionam um sono inadequado à secreção de hormônios como o cortisol, ligado ao estresse", aponta Rafael Freire, psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Uma estratégia que traz bons resultados é, em vez de resolver o que o atormenta na calada da madrugada, traçar um planejamento do que realizar ao amanhecer para solucionar a situação. Essa luz no fim do túnel serve como calmante e, de quebra, agiliza a resolução de fatores enervantes.

5 - SEMPRE RECORRA AOS FAMILIARES
As pessoas da sua família, até pela intimidade, servem como válvula de escape em muitas ocasiões. E a ciência realmente comprova que uma boa estrutura em casa reduz a inquietação excessiva. Agora, há momentos e momentos para apelar à mãe, ao pai... Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pesquisadores observaram que, durante uma atividade aflitiva, voluntários colocados ao lado do seu animal de estimação apresentavam a frequência cardíaca e a pressão sanguínea mais controladas do que os participantes que ficavam junto do marido ou da mulher. Isto é, se um irmão ou mesmo um primo podem até servir como um bom ouvido, aquele companheiro peludo e de quatro patas funciona melhor para atenuar os efeitos do estresse. "O bicho é afetivo, não cobra nada e ainda tira o foco do tormento", declara a psicóloga Valquíria Trícoli. Sem contar que a proximidade entre indivíduos com o mesmo sobrenome gera, em certos temas, exigências que só intensificam o desassossego.

RESPIRE FUNDO!
Pôr oxigênio para dentro e gás carbônico para fora não é tão fácil quanto parece. Ao longo da vida — e inclusive por causa de traumas ou acontecimentos emocionalmente marcantes —, a respiração vai ficando apressada. Isso, por sua vez, não contribui em nada quando os circuitos cerebrais já estão funcionando sob alta tensão. É por essas e por outras que os especialistas são unânimes: usar e abusar do diafragma, o músculo responsável por encher e esvaziar os pulmões, ajuda demais a manter a paciência. "Na hora de lidar com um desafio estressor, respirar profundamente oxigena as células cerebrais e serve como elemento tranquilizador", afirma a psicóloga Marilda Lipp, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no interior paulista.

Fonte: Site Revista Saúde                                                                  Imagem: Internet
 

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Levante-se já da cadeira!

Postado em 18 de março de 2011 às 08:05

Até mesmo para quem faz ginástica, permanecer sentado por períodos prolongados aumenta demais o risco de doenças cardíacas e câncer. É o que podemos chamar de síndrome da preguiça — e ela não é moleza.

Quem faz ginástica e sua a camisa pelo menos três vezes por semana na certa respira aliviado, com a sensação de ter escapado do rótulo de sedentário. Mas agora vem um outro lado da história, mostrando que essa pode ser uma conclusão precipitada. Porque, segundo pesquisadores do American Cancer Society, não basta alcançar essa, digamos, cota semanal de atividade física se, no restante do tempo, a pessoa passa boas horas sentada — seja na frente do computador, empacado no trânsito, seja curtindo uma televisão.

Eles acompanharam nada menos do que 120 mil indivíduos pelo longo período de 14 anos. Ficaram de olho em sua rotina, de acordo com questionários que os participantes preenchiam regularmente. E fizeram observações de cair o queixo: as mulheres que gastam pelo menos seis horas por dia grudadas na cadeira apresentam um risco 37% maior de morrer por uma doença quando comparadas àquelas que não ultrapassam três horas sentadas. Já os homens que vivem sentados têm um risco apenas 17% maior de sofrer de um problema fatal — vai saber o porquê!


“De fato, não adianta malhar pra valer durante uma hora e dedicar o restante do dia a dormir ou relaxar na poltrona, deixando os músculos inativos e o metabolismo lento”, justifica o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo, para quem o resultado não é assim tão espantoso. “Enquanto estamos sentados, economizamos energia, o que favorece a obesidade, com todos os prejuízos que ela traz ao organismo”, acrescenta a SAÚDE! a epidemiologista americana Alpa Patel, que liderou a investigação.

Outro estudo — este australiano, assinado por cientistas do Baker IDI Heart and Diabetes Institute, corrobora com essa tese. Eles monitoraram 8.800 pessoas e descobriram o seguinte: quem assiste a TV por mais de quatro horas diárias é 80% mais propenso a morrer do coração. “A falta de exercício muscular afeta o funcionamento de uma série de enzimas e hormônios responsáveis por metabolizar açúcar e gordura”, esclarece Zogaib. “A consequência se refl ete no aumento de colesterol, de triglicérides e das taxas de glicose, que se acumulam nos vasos, aumentando as chances de obstruí-los”, esclarece Zogaib.

SEM CONTAR A DOR...

Desabar na cadeira por horas a fio também causa alterações ortopédicas que não representam risco de morte, mas são extremamente limitantes. “A posição favorece a compressão da coluna, especialmente da lombar e da cervical, induzindo a formação de hérnias e infl amações”, alerta o ortopedista Ricardo Galotti, do Sport Club Corinthians Paulista. As consequências geralmente são dor intensa e meses de tratamento. Por isso, é importante se policiar, evitando uma postura arqueada, e apoiando bem as costas ao ficar sentado. Os cotovelos também não escapam, principalmente os de quem trabalha no computador. “Prefira cadeiras com apoio de braço”, recomenda Galotti. O médico ainda sugere que você descruze as pernas e utilize um apoio para os pés, capaz de proporcionar uma flexão dos joelhos, aliviando-os.

UM DRIBLE NA PREGUIÇA
 
Se o exercício não anula completamente os malefícios de permanecer sentado, pelo menos os atenua significativamente. De acordo com o trabalho conduzido na American Cancer Society, quem vive na cadeira e ainda por cima não costuma malhar tem um salto ainda maior no perigo de males fatais: de 37 para 94% nas mulheres e de 17 para 48% nos homens. O recado é claro: mexer o corpo o máximo possível. “O segredo é aumentar a quantidade de movimentos durante a rotina, para manter o metabolismo ativo, e caprichar no momento reservado para o treino”, sugere Paulo Zogaib.  (...)

 

 

 Fonte: Site Revista Saúde                                               Imagem: Site Revista Saúde 

 

 

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