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Diga NÃO à palmada!!!!!

Postado em 25 de abril de 2011 às 09:31

Ao longo dos anos, era comum fazer parte da educação dos filhos a punição corporal, seja por meio de palmadas, surras, beliscões ou outros castigos físicos. Recentemente, tal prática tem sido bastante questionada, em virtude do conhecimento público de diversos casos de grave violência física contra crianças e adolescentes, além dos avanços nos estudos das diversas áreas que envolvem esse público. Tamanho é o questionamento atual sobre essas práticas punitivas que foi proposto um projeto de lei cujo objetivo é a abolição da punição corporal doméstica. A psicóloga e professora Dalka Ferrari aponta para a existência de inúmeras pesquisas comprovando que a criança que cresce sendo castigada, disciplinada, com o uso da violência acaba desenvolvendo problemas emocionais futuros, comprovando, então, a correlação entre violência física e dificuldades emocionais.

            A referida psicóloga não é a favor do castigo, mesmo que este seja sem violência física. Ela defende a responsabilização, ou seja, após não agir corretamente, a criança necessita ser advertida e passar por alguma situação de reflexão. Na medida em que é retirada alguma recompensa, algo que a criança goste, é possível que ela adquira a percepção de seu erro e reflita sobre a conduta incorreta. Logo, ela poderá pensar no erroque cometeu sem que isso seja associado à força, à coerção, às palmadas, ao medo de apanhar. Ferrari afirma que a violência doméstica existe em todas as classes sociais e é um fenômeno multicausal, que possui raízes históricas e culturais, sendo um fator bastante presente nesses casos a falta de controle emocional da pessoa com seus próprios impulsos e a sua dificuldade em usar de meios não impulsivos, isto é, do diálogo e da comunicação para resolver as questões de conflito. Para a estudiosa, a palmada não é corretiva, uma vez que as pessoas guardam essa lembrança negativa, já que ninguém gosta de ser advertido fisicamente e ninguém tem o direito de espancar o outro nem bater. As pessoas devem cultivar o respeito e os pais devem e podem educar os filhos com base no exemplo, com suas atitudes, numa forma mais afetiva de passar a educação do que numa situação em que há punição.

            Em termos do projeto de lei proposto, Ferrari afirma que a finalidade da lei é pedagógica, com o intuito de orientar os pais no sentido de que a punição não resolve. Busca-se oferecer àqueles que aplicam castigos considerados violentos ou punem corporalmente programas de desenvolvimento do papel de pai e de mãe e do esclarecimento da questão do castigo e da violência. A criança e o adolescente precisam ser defendidos, sendo esta proteção tema de prioridade absoluta do ponto de vista legal. É dever não apenas da mãe e do pai, mas também do Estado e da comunidade a proteção da criança e do adolescente. Nesse sentido, eles passam a ser responsabilidade não só da família, mas de toda a sociedade.

 

Fonte: Texto adaptado da entrevista “A punição não constrói”, com a psicóloga Dalka Ferrari para a Revista Psicologia Brasil, ano 3, nº 26.  

 

Texto sugerido por Ilana Souza (psicóloga do Espaço Vida & Saúde).

 

 

 

Pilates X Diabetes

Postado em 19 de abril de 2011 às 10:29

O Pilates desenvolve um papel importante na prevenção e controle da Diabetes Mellitus, já que ajuda a controlar o peso e diminuir o nível de açúcar no sangue.

A diabetes é uma desordem do metabolismo, o processo que converte o alimento que ingerimos em energia. Durante a digestão os carboidratos são absorvidos pelo corpo em forma de glicose. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é o fator mais importante neste processo. O diabético não produz a quantidade necessária de insulina, por outro lado, a glicose em vez de transformar-se em energia se acumula no sangue ocasionando graves problemas.

Para o diabético é importante fazer exercícios, no entanto, deve cuidar da intensidade e do tipo de exercícios que realiza. A pessoa com diabetes deve ser avaliada de forma adequada antes de entrar em qualquer exercício físico. O exercício sem supervisão pode ter efeitos negativos, por exemplo, levantar peso demais aumenta a pressão nos vasos sanguíneos dos olhos. Da mesma forma outras pessoas podem ter problemas com os nervos dos pés ou das pernas, e estão suscetíveis a lesões.

Pilates é recomendado especialmente para pessoas cujo a saúde não permite praticar esportes e atividades fortes e com risco de gerar lesões. Pilates não requer grande força física nem de longas horas de exercício, e é de baixo impacto.

Os exercícios aeróbicos e anaeróbicos ajudam a melhorar os níveis de glicose no sangue. No exercício aeróbico, o primeiro elemento que se consome é a glicose já convertida. No exercício enaeróbico (PILATES), é feita a queima de carboidratos (antes de ser convertido em glicose) e gordura mais rápido aumentando o gasto das calorias, ou seja, ajudam a melhorar a combustão da glicose e isto muda a maneira com que o corpo reage a insulina, aumentando a sensibilidade do corpo ao mesmo.

Os altos níveis dos hormônios provenientes da tensão aumentam o nível de açúcar no sangue. O Pilates pelo contrário pode ajudar a melhorar sua saúde baixando o nível de estresse.

Pilates reduz o risco de problemas do coração que é um dos sintomas freqüentes das pessoas que tem diabetes. Melhora a circulação arterial, prevenindo de problemas cardíacos, a função intestinal, a circulação nos membros inferiores, reduzindo o mau colesterol e elevando o bom, mantendo os ossos fortes, reduzindo o risco de quedas, aumenta a energia e ajuda a manter a estabilidade emocional.

O Pilates pode ser um elemento importante no controle de diabetes. No entanto, o diabético deve cuidar de sua alimentação e seguir rigorosamente as recomendações médicas.

Fonte: Revista Pilates                                                                                               Imagem: Internet

Atividade física com prazer - Escolha a sua!

Postado em 10 de abril de 2011 às 19:41

Até mesmo um ambiente agradável faz diferença para criar uma rotina de treino.

Ir para academia, caminhar no parque, fazer exercícios em casa é encarado como um sacrifício para muita gente. E, olhando por essa ótica dolorosa, fica ainda mais difícil de sair do sofá mesmo. "Infelizmente, a grande maioria das pessoas começa a treinar para resolver algum problema, como perder peso ou por outra recomendação médica. São poucos os que praticam atividades físicas por prazer", explica o personal trainer e coordenador da academia Kainágua Aristides Mello, de São Paulo.

Mas, vamos encarar os fatos: não dá para ficar parado, então que tal buscar formas incentivadoras para tornar o exercício físico um hábito que faz parte da sua rotina, assim como comer, escovar os dentes ou tomar banho? Se o processo é incorporado naturalmente no seu cotidiano, fica bem mais fácil de pedalar ou partir pra cima da esteira. A personal trainer Karin Ishii, professora de ginástica da academia Competition, de São Paulo, entrega as dicas para superar o obstáculo da preguiça e falta de motivação.

 

Pergunta que tem resposta
Encarar a atividade física com um pouco mais de prazer e menos obrigação já é um bom ponto de partida para aumentar a sua disposição e, portanto, o rendimento. Uma ótima (e necessária) alternativa é buscar as atividades que você mais curte.

"Abra a mente para todas as possibilidades de exercícios que possam lhe agradar", diz Karin. Pode ser que a prática ideal seja uma aula de musculação, de dança contemporânea, jogar basquete ou seguir as indicações de um vídeo de ginástica no tapete da sala. "Entretanto, é preciso fazer a pergunta: 'O que eu mais gosto de fazer para mexer o meu corpo?'", ensina a personal trainer.

Na hora certa
O horário também ajuda a disciplinar o corpo para o momento da atividade física, e, assim como a escolha do exercício ideal, o período do dia mais indicado só descobre é quem treina.

Normalmente, definir um horário é bom, porque o corpo acostuma com a rotina, e quando ela falha, você sente falta. Mas isso também não é uma regra. "Muita gente funciona com uma rotina fixa, enquanto outras preferem flexibilizar o horário do treino para não cair no tédio", afirma Karin.

Ela também salienta que é preciso observar sua hora de rendimento. Vale observar se o treino anda capenga de manhã porque o sono toma conta ou se a coisa desanda à noite em razão do cansaço acumulado do dia.  

Companhia e lugar certos
Ter uma turma de amigos, seja na academia ou o time de futebol do bairro, também é um fator que ajuda a motivar e criar o hábito. "É bacana, porque um incentiva o outro. Se bate a preguiça, um parceiro pode ser a mola propulsora para tirar a pessoa do sedentarismo", explica Karin.

A escolha do local também pesa. E, mais uma vez, tem que descobrir o que é mais prazeroso. Se é estar na academia (e se as instalações também lhe agradam), se é movimentar-se a céu aberto ou até mesmo no conforto da sua própria casa.

Prato colorido
A dieta também interfere na sua rotina de exercícios. A falta de nutrientes e vitaminas certos no prato pode ser a resposta para a falta de energia e disposição. Logo, a alimentação equilibrada é regra de ouro. Verduras, legumes, pelo menos uma fonte de proteína e carboidratos são essenciais e nada de se exercitar em jejum.

Comprometimento na esteira
Procure academias que consigam fazer um atendimento personalizado e que demonstrem comprometimento com os alunos. A sensação de que está sendo "cuidado" por alguém é uma diferença motivadora na rotina de treino. Já que é fácil se dispersar e logo falta vontade para completar a atividade, o ideal é ter alguém sempre por perto fazendo um acompanhamento.  

 

 

E então, já escolheu a sua atividade?

 

   Fonte: Site Yahoo - Beleza e Saúde                                    Imagem: Internet com alteração.   

Você dá limites ao seu filho?

Postado em 06 de abril de 2011 às 11:33

A criança falando dos limites

Laura Monte Serrat Barbosa

              Depois de ser gerado, cresci numa bolsa, dentro de minha mãe. Nós dois construímos um cordão que nos ligava. Eu não percebia que aquele espaço era tão pequeno. Tinha a impressão de que o universo era só meu.

              Conforme fui crescendo, fui sentindo os limites. Eu me mexia, e minha mãe logo percebia. A minha vontade era tomar conta de todo o seu corpo. Mas eu não podia, porque eu não era ela. Era um ser distinto, para o qual foi reservada somente aquela bolsa.

            Quando nasci, o espaço aumentou. Confesso que me senti um pouco perdido e comecei a chorar. Embora eu estivesse num espaço muito maior do que uma bolsa, logo senti os limites desse "espação". Eu teria que aprender a respirar e, por isso, chorei. Enquanto chorava, meus pulmões começavam a aprender o que teriam de fazer para deixar o ar entrar. Minha mãe agora não respirava mais por mim. Que saudade daquela bolsa! Essa saudade não durou muito, pois logo o "espação" passou a ser delimitado. Puseram-me no colo, num berço, dentro de roupas, e comecei a me sentir mais seguro.

            Dali a pouco, percebi que minha mãe não se alimentava mais por nós dois, e novamente coloquei o "chorador" para funcionar, pois o meu corpo me avisava que eu precisava me virar. A partir daí vieram os horários, e eu comecei a aprender que nem tudo é como a gente quer, na hora que quer e na quantidade que quer.

            Fui crescendo, apesar de todos esses limites, e continuei achando que o espaço grande e eu éramos a mesma coisa. Então, fui aprendendo a resistir às limitações que a vida começava a me impor: não queria comer na hora de comer, queria comer somente doces, não queria tomar banho, não deixava cortarem minhas unhas, queria o brinquedo maior e mais colorido e, se desse, um monte desse brinquedo de uma só vez.

            Tinha a sensação de que eu controlava tudo. Meus pais, no entanto, não deixavam o controle na minha mão. Isso me deu um certo alívio, já que tenho um amiguinho que ficava com o controle e sofria muito, pois seu "espação" foi ficando cada vez maior. Ele tinha tudo o que queria, mas tinha um "baita" medo de, por ser tão pequenininho, não dar conta daquela imensidão.

            Eu chorava quando os meus pais me ensinavam, mas, do mesmo jeito que acontecia no meu bercinho, o choro me ajudava a entender mais um pouquinho da vida.

            Mais velho um pouco, não precisava mais chorar constantemente, pois aprendi a falar e logo usava essa habilidade para persuadir os meus pais. Mas os danados não se deixavam enrolar e iam a cada dia mostrando que os limites nos ajudam a nos tornarmos humanos.

            Meu amiguinho, aquele de quem falei agora há pouco, foi ficando cada vez mais "bicho". Ele gritava muito, jogava-se no chão, chorava, batia, dava chutes e, no final, conseguia romper os tênues limites que lhe eram impostos e continuava com o controle nas mãos. As pessoas não gostavam muito dele e começaram a chamá-lo por uns nomes difíceis, mas que significavam que ele não estava crescendo: egoísta! panaca! bobalhão! chato! insuportável! Cada vez que ele ouvia uma palavra dessas, achava que isso é que era o correto e passava a fazer mais malcriações para fazer jus ao rótulo que lhe estavam dando. Coitado! Com tanta coisa e sem paz. À noite, dormia agitado. Acho que também chutava os sonhos. Durante o dia, não enxergava um passo diante do nariz.

            Eu aprendi que, para vermos além de nós mesmos, é preciso nos depararmos com obstáculos, pois eles nos permitem buscar saídas, olhar para os lados, para frente e para trás. O que muita gente acha que é ruim, como um "não" na hora que queremos muito alguma coisa, é o que vai manter acesa a chama do desejo e, certamente, nos ajudar a encontrar formas mais adequadas de obtermos o que queremos. Esse esforço que fazemos para romper barreiras é o que vai provocando nosso crescimento emocional e cognitivo.

            Acho que é por isso que eu estou aprendendo tão rapidamente as coisas na escola. Meus pais me ensinaram que o "não" é algo que faz parte de nossa vida. Já o meu amiguinho está tendo muitas dificuldades. Ele não aceita as regras existentes, pois sua vida até este momento foi feita somente de satisfações imediatas.
Fico pensando que quem tem tudo o que quer, na hora que quer, apaga a chama do desejo, não precisa fazer nenhum esforço e, por isso, não cresce.

            Já imaginaram alguém sem desejo? Eu penso que esse alguém se torna insaciável, pois não precisa buscar, esperar. Está sempre engolindo as coisas como elas vêm. E quem consegue aprender, alimentar-se, engolindo sem mastigar, sem digerir, sem selecionar o que é bom e precisa permanecer daquilo que se pode deixar de lado?

            Agora que estou bem maior entendo que limites na dose certa não nos fazem sofrer. Pelo contrário, permitem que a gente vá aprendendo a lutar por aquilo que deseja, a ficar forte para enfrentar as dificuldades e a contra-argumentar para que os limites não se tornem rígidos demais e impossíveis de serem flexibilizados caso a gente precise.

            Por isso, pais de todo o mundo, não deixem de colocar limites nos seus filhos, pois é assim que vocês estarão possibilitando que eles se tornem verdadeiros cidadãos e seres mais humanos.

 

Laura Monte Serrat é psicopedagoga, professora de cursos
de pós-graduação em Psicopedagogia e assessora de
instituições de ensino em diversas cidades brasileiras.
E-mail:
lauramonteserrat@bol.com.br

 

Fonte: Site Educacional                                                                                   Imagem: Internet

 

Texto sugerido por Mariana Simonetti (psicóloga do Espaço Vida & Saúde)

 

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