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A importância do silêncio: como cultivar a pausa

Postado em 23 de junho de 2013 às 13:37

Em um mundo cheio de ruídos, o silêncio é essencial para o bem-estar. Saiba como é possível atingir esse estado sem precisar ficar isolado em algum templo distante. Em 1952, o compositor John Cage apresentou uma peça de vanguarda ao público americano. Entrou no palco, sentou-se à frente do piano, ligou um cronômetro e, durante exatos 4 minutos e 33 segundos, ficou em... silêncio. Para o artista, a música eram os leves murmúrios produzidos pela plateia atônita. Ao final desse tempo, Cage levantou-se e agradeceu ao público como se tivesse acabado de apresentar uma de suas obras convencionais. O que o músico queria? Provocar reflexão em meio à ausência de som! Sua extravagante composição virou um clássico executado até hoje, batizado de 4'33.

Claro, o autor radicalizou uma experiência que, há séculos, tem operado profundas transformações não só espirituais e mentais como físicas na humanidade. Prática comum em todas as religiões, a meditação tornou-se alvo de investigação até da comunidade científica como caminho de cura para males de vários níveis. Não à toa! O silêncio é o início de tudo.

De onde surgem o bem-estar, a saúde física e mental, a criação. Na pausa entre os sons, a mente é ativada e se dá o pico da atividade cerebral. "Sem dúvida, a prática diária de interiorização melhora a qualidade de vida", assegura o psiquiatra Ramesh Manocha, da Sydney Medical School, na Austrália, pioneira numa recente pesquisa sobre meditação. "Torna-se fonte de paz interior e neutraliza as tensões da vida, aumentando a criatividade, a produtividade e a autossatisfação." Em seus estudos, o médico encontrou uma relação direta entre a boa saúde e o estado de silêncio mental.

Já se sabe que só a quietude leva a níveis profundos de autoconhecimento, permite a construção de sentimentos positivos e fortalece a autoestima. Para examinar de forma holística, e com metodologia científica, as qualidades incontestáveis do silêncio, a universidade australiana abriu inclusive uma clínica de meditação onde os pacientes praticam sahaja ioga e podem ser avaliados de perto. Depois de algumas sessões, boa parte deles relatou melhoras significativas.

Como cultivar o silêncio
Assim como o som, o ruído e os pensamentos, o silêncio é da natureza da mente. Todas as pessoas o reconhecem. Mas, entre tantos estímulos sonoros, quase não se respeitam os momentos de interrupção – imprescindíveis para uma vivência mais harmoniosa. A exemplo da música, a pausa existe para torná-la mais bela. "Nas composições pop e eletrônica, por exemplo, não há esse tempo precioso que faz o ouvinte ter uma apreciação mais qualitativa do som", diz o violonista Fabio Ramazzina, do Quaternaglia Guitar Quartet, renomado grupo de música de câmara paulistano.

"Já as obras clássicas são permeadas por um tempo onde não acontece nada, mas contêm todas as possibilidades de notas musicais." Não é fácil notar o nada, o vazio, a ausência de sons, segundo o músico, pois o silêncio absoluto só existe dentro de cada um. "O ritmo da vida contemporânea leva ao caminho inverso, aquele que não pressupõe paradas, como num texto construído sem vírgulas, parágrafos e pontos." No cotidiano, Fabio sabe muito bem cultivar as pausas. Todos os dias, ele pratica 50 minutos de meditação, conforme prega o grupo de estudos filosóficos do qual faz parte há cerca de 25 anos. "Isso me ajuda inclusive a aperfeiçoar cada vez mais meu jeito de tocar o violão e a compor melhor", revela o instrumentista. Prova incontestável de que a ausência de sons é fonte de boa música, a Nona Sinfonia, uma das maiores obras-primas de todos os tempos, foi composta no século 19 pelo alemão Ludwig van Beethoven, à época praticamente surdo. Ele não só criou como regeu a orquestra que pela primeira vez interpretou a genial peça do romantismo.

Esse é apenas um dos exemplos conhecidos do valor do silêncio. O estado profundo de mansidão, porém, está na base de todas as religiões e na maioria das crenças como um instrumento valioso de aprimoramento do ser humano. No Egito antigo, era empregado na prática de devoção. As sacerdotisas de Ísis chegavam a permanecer caladas por anos a fio para demonstrar seu amor incondicional à deusa. Em tempos atuais, continua sendo porta de entrada do mundo astral. "A iniciação xamânica ocorre através do silêncio, especialmente quando o objetivo é ter acesso a outras dimensões de realidade," revela Felipe Guidi, respeitado xamã de São Paulo. Agora pare, respire sem pressa e resgate a serenidade que está no fundo do seu ser.

Fonte: Bons fluidos via Site PhysioPilates                                                                Figura: Internet

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Os ossos e a prevenção da osteoporose!

Postado em 01 de junho de 2013 às 09:52

Você sabia que o Pilates pode ajudar a prevenir e reduzir os efeitos da osteoporose?

Artigo: Selma França

Os ossos são elementos importantes da estrutura do corpo. Através das suas articulações realizam o movimento, ajudam na manutenção do equilíbrio e servem como proteção para os órgãos internos. Durante as diferentes fases de desenvolvimento, os ossos sofrem remodelagem, tornando-se mais fortes ou mais fracos a depender de muitos fatores, sendo os mais preponderantes a prática de exercícios físicos e hábitos alimentares. No processo de senescência (envelhecimento), as modificações são mais impactantes devido à diminuição gradativa dos processos fisiológicos, causando impacto na qualidade de vida. Algumas alterações hormonais importantes levam à fraqueza do sistema ósseo, prejuízos nas atividades funcionais, provocando no indivíduo restrições na capacidade de se mover e atuar na sociedade.

"Durante as diferentes fases de desenvolvimento, os ossos sofrem remodelagem, tornando-se mais fortes ou mais fracos a depender de muitos fatores, sendo os mais preponderantes a prática de exercícios físicos e hábitos alimentares".

A osteoporose é uma das graves doenças que afetam os ossos. Com o aumento da expectativa de vida, algumas doenças passaram a ganhar destaque. Quanto maior a sobrevida do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose. Esta é uma doença sistêmica, silenciosa, crônica e gradativa que atinge áreas do esqueleto, sendo caracterizada pela perda da massa óssea e de sua densidade mineral, atingindo o indivíduo quando há falta do hormônio estrógeno ou no processo de envelhecimento, pela diminuição de hormônios que ajudam na reabsorção óssea. A microestrutura do osso fica corrompida, a quantidade e a variedade de proteínas não colágenas são modificadas, aumentando o risco de fratura. Os ossos ficam fracos, opacos e quebradiços. A depender do local onde a fratura ocorra, pode comprometer em graus diversos a postura e o funcionamento de órgãos e estruturas vitais ou o aparelho locomotor. Apenas profissionais de saúde podem diagnosticar se cada caso trata-se realmente de osteoporose ou de uma osteopenia que é, em muitos casos - mas não necessariamente -, uma precursora da osteoporose. Classificam-se como osteopenia casos em que a massa óssea é de 10% a 25% menor que a considerada normal. Mais do que isso, classifica-se como osteoporose.

Segundo os autores Moreira Freire e Branco de Aragão, as fraturas por osteoporose ocorrem sob pequena quantidade de estresse sobre o osso, que normalmente não ocasionaria fraturas em pessoas sem a doença. As fraturas típicas ocorrem na coluna vertebral, quadril e punho. O colapso da vértebra (fratura por compressão) ocasiona dor crônica, postura curvada e diminuição na função pulmonar (capacidade de respirar), enquanto as fraturas dos ossos longos dificultam a mobilidade e podem requerer cirurgia. Ainda que a osteoporose possa ocorrer em homens, ela é substancialmente prevalente em mulheres depois da menopausa.

A diminuição do estrógeno, hormônio que previne a decréscimo de cálcio do osso e melhora a sua absorção pelos intestinos pode causar perda óssea, aumentando, assim, o risco de fraturas. O cálcio é um mineral essencial na formação de ossos e dentes. Prevenir a redução da massa óssea requer um equilíbrio entre perda e reposição de cálcio.

A perda de massa óssea é uma consequência inevitável do processo de envelhecimento. No indivíduo com osteoporose a perda é tão importante que a massa óssea cai abaixo do limiar para fraturas, principalmente em determinados locais, como quadril, antebraço e vértebras. Mais comuns em mulheres que em homens, as fraturas vertebrais tendem a ocorrer duas décadas após a menopausa. Alguns autores sugerem serem fatores de risco bastante relevantes, a menarca tardia e a menopausa precoce.

As características das fraturas osteoporótica vertebrais são: "fraturas em forma de cunha", quando a vértebra assume a forma de cunha; "Vértebra de peixe" (bicôncava), quando a parte posterior do corpo vertebral é preservada e a anterior, colapsada; "fratura por esmagamento", quando as vértebras sofrem fortes compressões, sendo geralmente provocadas por quedas.

As fraturas nas vértebras costumam provocar dor, nem sempre localizada e que piora com o movimento e a respiração. Apesar da relevância das fraturas, a coluna torácica é a área mais acometida da coluna, mas as que causam mais problemas em idosos, são as do quadril.

Atualmente, muito se tem estudado sobre a associação, direta ou indireta, entre a elevada taxa de mortalidade e a fratura por fragilidade óssea. A relação com maior mortalidade é mais evidente após a fratura de quadril do que após fraturas vertebrais ou periféricas. Em contrapartida, ainda não está suficientemente esclarecido se o aumento do número de mortes é decorrente da fratura propriamente dita ou se está relacionada com outras variáveis, como idade avançada, presença de doenças concomitantes ou complicações clínicas e cirúrgicas após o evento.

"... ainda não está suficientemente esclarecido se o aumento do número de mortes é decorrente da fratura propriamente dita ou se está relacionada com outras variáveis, como idade avançada, presença de doenças concomitantes ou complicações clínicas e cirúrgicas após o evento".

A falta de diagnóstico depois do evento constitui um problema importante em vários países do mundo, até mesmo no Brasil. Mesmo após um evento significativo, como a fratura de quadril, somente 13,9% dos pacientes receberam o diagnóstico de osteoporose e 11,6% iniciaram algum tratamento no momento da alta hospitalar.

É preciso estar atento aos processos que levam à instalação da doença no corpo, a fim de preveni-la. Os tecidos do nosso corpo, incluindo o tecido ósseo, funcionam durante toda a vida através do mecanismo de renovação celular. As células chamadas osteoclastos se encarregam de remover células velhas, promovendo assim a reabsorção óssea e as células chamadas osteoblastos têm a função de colocar células novas na área. Esse processo acontece de uma forma mais intensa até aproximadamente os 30 anos de idade e, a partir desta faixa etária passa a haver uma lentidão no processo. O pico de massa óssea é atingido por volta dos 35 anos. Após esta idade, as mulheres perdem aproximadamente 1% de massa óssea por ano e podem perder até 6% por ano durante os primeiros cinco anos após a menopausa. Os homens apenas começam a perder massa óssea, cerca de 0,3% por ano, por volta dos 50 anos. Na osteoporose senil, os osteoblastos não preenchem as cavidades criadas pelos osteoclastos da maneira correta, o que deixa o osso fragilizado e propício a fraturas. Fonte: ISaúde Bahia

Fonte: Site Physiopilates                                                                Imagem: Internet

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