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Como ajudar os filhos a enfrentar a separação dos pais?

Postado em 21 de setembro de 2010 às 10:53

Atualmente, observa-se um número crescente de casos de divórcio e, apesar de muitas vezes tal situação ser tratada como algo normal, comum ou corriqueiro, as conseqüências emocionais e relacionais continuam presentes, especialmente para os filhos. A separação é um processo complexo, que envolve perdas, rupturas e profundas mudanças na dinâmica das famílias, o que exige um tempo considerável de reorganização, e na vida pessoal e afetiva de cada membro envolvido.

            As implicações desse processo dependerão sobremaneira da forma como a separação ocorre e da atitude dos adultos envolvidos na situação. A separação é, inevitavelmente, um momento de mudança e ruptura, que irá abrir novas possibilidades a serem construídas por cada membro da família, embora possa ser uma fase dolorosa. Para que seja possível reconstruir uma vida após a separação de maneira positiva, é essencial que as perdas sejam encaradas e vividas, que os sentimentos sejam expressos e que seja respeitado o tempo e o espaço de cada um, especialmente das crianças, para que essa perda possa ser elaborada.

Embora os pais estejam fragilizados com suas próprias questões conjugais, cabe a eles possibilitar que a criança vivencie essa mudança da melhor forma possível, uma vez que ela não tem condições de enfrentar tal processo sozinha, sendo comum a criança se sentir bastante impotente diante dessa situação, que não foi escolhida por ela, mas que a afeta diretamente, além de se sentir culpada ou responsável pelas divergências de seus pais. Quanto mais o casal estiver seguro de suas decisões e quanto melhor souber lidar com suas diferenças, mais preparados estarão para orientar seus filhos neste processo.

É fundamental explicar para a criança o que está acontecendo, de forma responsável e respeitosa, e assinalar as conseqüências disto, para que ela não construa fantasias de abandono, além de tentar preservá-la ao máximo de situações de brigas e agressões. Deve-se dialogar e acolher os diversos sentimentos manifestados pelo filho, como dúvidas, raiva, ansiedade e insegurança, encorajando-o a compartilhar suas emoções.

A criança precisa também ter assegurado que o papel dos pais não mudou com relação a ela e que ambos continuarão exercendo seus papéis como pai e mãe. Além disso, precisa ficar claro para o filho que ele não tem nenhuma responsabilidade pela separação e que não será privado do contato com o outro pai, não precisando tomar partido por nenhum deles nem excluir afetivamente o outro.  

Dessa forma, mesmo num momento tão delicado como um divórcio, é possível manter relacionamentos familiares confiáveis e seguros, o que facilitará a compreensão da criança acerca da situação vivida e a ajudará a entender que os processos de mudanças, sejam bons ou ruins, fazem parte da vida e que podemos aprender a lidar com eles de forma positiva.

Fonte:  Revista Psicologia Brasil                     Imagem: Site vida como teatro

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Você controla o que come?

Postado em 13 de setembro de 2010 às 10:09

Muitas vezes não percebemos que estamos comendo em excesso.

Se você está engordando, é quase certo que você está comendo muito. Porque será que é tão difícil para você se convencer disso? Mas você não é a exceção, pois cerca de 80% dos pacientes que nos procuram para emagrecer, vem em busca de uma causa orgânica que justifique o ganho de peso. "Só pode ser hormonal" dizem alguns, "parei minha ginástica" dizem outros, "deve ser da idade".

Diante desses questionamentos, o médico e a nutricionista muitas vezes titubeiam. É tão difícil convercer essas pessoas sobre os reais motivos de seu ganho de peso, que esses profissionais entram na deles. "É mesmo, talvez seja a idade" ou "vamos ver os hormônios". Quando, pelo contrário, nós ousamos supor, que possivelmente, essas pessoas estão comendo além da conta, arrumamos uma confusão. "Como pode ser isso? Eu nem como arroz!"

Apesar do conflito que isso pode gerar, nós precisamos convencer. Convencer a cada um deles, de que
ansiedade não engorda, faz comer. Explicar que não estamos dizendo que eles mentem, nem julgando seus comportamentos. Queremos descobrir um caminho, por onde começar ajudá-los. Não há como corrigir uma falha, sem identificá-la de antemão.

Será que estou passando dos limites?

Comer muito, nem sempre é sinônimo de um prato volumoso. Podemos observar sempre que vamos a um restaurante por quilo, pessoas com pratos minúsculos e altamento calóricos. Geralmente sem arroz ou feijão, mas sem abrir mão de um pastelzinho, uma minúscula liguiça calabresa e uma única colher de sopa de farofa ou maionese. E os colegas de trabalho, ainda reforçam, "mas você come muito pouco". Pura ilusão, pois além de muito calórico, essa refeição trará saciedade muito curta e em pouco tempo essa pessoa estará procurando algo para beliscar. E ainda continua achando que come realmente pouco.

Muitos nem almoçam, mas passam a tarde toda beliscando. São pequenas porções de castanhas, bolachinhas, barras de cereal, café adoçado com açúcar ou chocolate de máquina. Um pouquinho de cada vez, sem excessos! Ao final do dia, somadas as calorias, elas ultrapassam em muito as recomendações diárias e um exemplo disso é que apenas 100g de castanhas podem conter quase 1000 calorias e cada 4 bolachinhas de água e sal equivalem a um pão francês. Melhor seria almoçar normalmente.

O final de semana nunca é computado. As pessoas pensam sempre na
dieta de segunda a sexta feira. São grandes quantidades de alimentos e bebidas ingeridos todo sábado e domingo, ou o que é ainda pior, sexta, sábado e domingo. Sim, porque para muitos, sexta feira já faz parte do final de semana, a partir da "happy hour". Além disso, nos finais de semana, o lazer se confunde com o alimento e fica difícil perceber os excessos. Cafés na padaria, almoços nas praças de alimentação dos shoppings e aquela saída básica para jantar no sábado. Afinal de contas, a semana é muito dura!  

Bebida alcoólica não é comida, mas muitas vezes faz parte dela e ninguém percebe isso. Além do mais, quando bebemos, beliscamos alimentos calóricos e comemos mais. A bebida apura o paladar e nos libera do controle do volume alimentar. O resultado é que quem aprecia bebidas alcoólicas com frequência, dificilmente se mantém magro, uma vez que o álcool, com suas 7 calorias por grama, adiciona um teor calórico jamais pensado ao cardápio das pessoas.

Sucos e frutas e uma grande quantidade de alimentos saudáveis, não deixam de ter calorias, às vezes em excesso. Veja o caso do suco de laranja com sua média de 150 calorias, uma posta de salmão com 300 calorias, dois fios de azeite naquela salada perfeita, 100 calorias. Todos passam despercebidos, com a ideia de que o que é saudável não engorda. Ledo engano!  

Engordamos sempre que comemos mais do que gastamos. Se uma pessoa exceder apenas 100 calorias - uma maçã - em sua ingestão diária, ela poderá, ao final de um ano, ganhar cerca de 5 kg. Analisada por essa ótica das ciências exatas, parece simples a compreensão do ganho de peso. Acontece que para a grande maioria das pessoas, isso não é tão simples. Por isso elas continuam a buscar uma causa para o ganho de peso, além do seu comportamento alimentar, mesmo que para isso, elas tenham que negar todas as evidências do fato.

Para conseguir perder peso, é preciso nos desarmar da nossa própria resistência em perceber tudo o que comemos ou de procurar doenças onde só exista comportamento alimentar inadequado. Dificilmente estaremos entre a minoria de 1% das pessoas que engordam por doença. Muito mais provável que estejamos entre as demais 99%.

Fonte: Site Minha Vida - Yahoo                                          Imagem: Site editora Abril

Mais exercícios, menos remédios!

Postado em 02 de setembro de 2010 às 09:29

Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.
A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.

Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.

“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.
Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.

Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.

As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.

O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.

Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.
“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.

A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.

O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.
O efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.

As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.
A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.

Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.

Fonte: Site Revista Pilates                                       Imagem: Site Leonina Digital

E você, já iniciou a prática de alguma atividade física?

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