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Exercício físico fortalece articulações e músculos e ajuda a prevenir quedas

Postado em 25 de agosto de 2013 às 21:18

Obstáculos nas calçadas são um dos motivos principais de queda nas ruas. Prestar atenção ao caminhar é essencial para se proteger; veja mais dicas.

 

São diversos obstáculos no dia a dia das pessoas que podem causar quedas e lesões graves, como buracos nas calçadas, desníveis, escadas sem corrimão, chão escorregadio, tampas de bueiro ou até mesmo raízes de árvore que rompem o asfalto. Como disse a fisioterapeuta Leda Magalhães de Oliveira, ter as articulações e os músculos fortes é extremamente importante para se proteger e, por isso, é fundamental fazer exercícios físicos regularmente.

Além disso, quem pratica atividade física adquire também uma melhor consciência corporal e equilíbrio, fatores que ajudam a manter uma postura correta, o que também é eficaz contra as quedas.

Porém, a queda pode ser também um sinal de distúrbios de equilíbrio (de origem neurológica ou labirintite), deficiência visual (como a catarata), problemas cardiológicos (como arritmias) ou até mesmo doenças nos ossos ou articulações, como alertou o ortopedista Jorge dos Santos Silva. Outro problema que pode ser observado é no jeito de caminhar – estudos mostram que quem anda muito devagar também pode ter problemas de saúde. Na dúvida, a dica é sempre procurar um médico.

De acordo com a fisioterapeuta Leda Magalhães de Oliveira, caminhar corretamente com passos macios faz bem a vários sistemas do corpo, como o nervoso, osteomuscular e até mesmo o cardiovascular. Por outro lado, perder a mobilidade e andar do jeito errado, com os pés arrastando, pode igualmente prejudicá-los e ser um fator de risco maior para quedas. Além disso, é importante saber que até mesmo os braços são importantes na hora de caminhar e, por isso, eles devem estar sempre livres.

Uma dica de exercício para quem costuma andar "se arrastando" com o corpo de um lado para o outro é segurar dois cabos de vassoura na altura dos ombros e, a cada passo dado, usar o objeto para impedir a caída para o lado. Há também a opção de utilizar uma bolinha dura para exercitar os pés e corrigir a pisada - a dica da fisioterapeuta é deslizar os pés na bolinha, do calcanhar até os dedos.

Para treinar o olhar, a dica é esticar um braço à frente com o dedo indicador levantado e levá-lo de um lado para o outro acompanhando com os olhos. Dessa maneira, a percepção melhora cada vez mais e prepara a pessoa para andar com segurança e superar os obstáculos das ruas.

De acordo com o ortopedista Jorge dos Santos Silva, as quedas são o segundo principal motivo da busca por atendimento nos hospitais, quase o dobro dos casos dos acidentes provocados no trânsito. Ao cair, a pessoa pode ter diversas lesões como, por exemplo: um entorse, que é o rompimento dos ligamentos; uma luxação, que é o deslocamento dos dois ossos das juntas; uma fratura no osso, principalmente no punho, ombro e quadril; ou também uma simples contusão, batida que deixa a região inchada e dolorida.

Além de prestar atenção no trajeto e olhar sempre por onde pisa, é importante evitar o celular ao caminhar na rua e, se tocar, parar para atendê-lo. Os momentos mais perigosos são ao atravessar de um lado para o outro, descer escadas ou do transporte público – nessas horas, a atenção deve ser redobrada. Em descidas, a dica da fisioterapeuta é descer com o corpo de lado para diminuir o risco de cair.

Matéria publicada em portal Bem Estar.  Fonte: Portal Educação Física

Fonte: Site PhysioPilates                                                                 Imagem: Internet

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Exercício físico previne perda de memória.

Postado em 11 de julho de 2013 às 21:01

Uma pesquisa feita com ratos pela Universidade do Colorado, nos EUA, comprovou que a prática de exercícios físicos protege o cérebro. O estudo constatou que mexer o corpo também melhora o sistema imunológico.

Texto: Carolina Abranches/ Agência Estado

Segundo os pesquisadores, os maiores beneficiados com os exercícios seriam os indivíduos na meia-idade e os idosos. Com o teste nos ratos, ficou comprovado que uma pequena quantidade de exercícios era suficiente para evitar infecções e perdas de memória.

O que a memória tem a ver com infecções? De acordo com os cientistas, a demência na memória dos idosos ocorre geralmente após problemas imunológicos, como infecções bacterianas ou de cirurgias. E o exercício, por sua vez, melhora o sistema imunológico, evitando doenças.
Os exercícios também protegem o organismo dos declínios nas funções cognitivas.

Fonte: Physio Pilates via Portal A tarde                                                  Imagem: Internet

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Envelhecimento Ativo - promovendo qualidade de vida durante o envelhecimento!

Postado em 01 de junho de 2012 às 09:43

Esta é uma nova visão estratégica do envelhecimento que se aplica tanto ao nivel individual quanto a sociedades que envelhecem - ja que é uma visao que busca garantir qualidade de vida à medida que a população envelhece. O termo "ativo" se refere à continuidade da participação na vida social, cultural, espiritual, cívica e não apenas ser fisicamente" ativo" para participar da força de trabalho. O envelhecimento ativo pode ser abordado como uma política de Direitos Humanos voltada para os idosos, e envolve independência, participação, dignidade, acesso a cuidados. Muda a visão estratégica baseada nas necessidades de cuidados para uma baseada nos direitos de igualdade de oportunidades e de tratamento. Considera a responsabilidade dos idosos de exercerem suas participações no processo político, social, comunitário à medida que há manutenção da autonomia (capacidade de tomar decisões pessoais) e independência (realizar funções relativas à vida diária).

Abordando o envelhecimento ativo dentro da perspectiva do curso de vida

É reconhecido que o grupo de pessoas chamadas idosas não é homogêneo, e as diferenças interindividuais tendem a aumentar com a idade. Com o envelhecimento observa-se o aumento das chamadas "doenças não notificadas compulsoriamente" que são as maiores responsáveis pela morbidade, deficiências e mortalidade no idoso em todas as regiões do mundo, incluindo os países em desenvolvimento. Algumas doenças crônicas são particularmente implicadas no aumento de morbidade e mortalidade dos idosos, a saber: doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, transtornos mentais, cegueira ou prejuízo da visão. Muitas destas doenças são passíveis de prevenção e a falha desta resulta em altos custos sociais e econômicos.
Pesquisas mostram que as origens de alguns destes fatores de risco (diabetes, doenças cardiovasculares) têm início na infância. O impacto de tais fatores de risco é variavel e depende das condições sócio-econômicas nas quais o indivíduo está inserido.
Políticas voltadas para o envelhecimento ativo devem reconhecer a importância do encorajamento e da delegação de responsabilidade ao indivíduo pelos seus cuidados, criar ambientes amigáveis e estimular a solidariedade entre diversas gerações.
Isso significa que cada indivíduo e sua família devem se planejar e se preparar para a velhice, e dirigir esforços para adotar uma postura pessoal positiva voltada para a saúde em todas as fases da vida. Ao mesmo tempo, a criação de ambientes adequados são necessários para tornar as escolhas saudáveis em escolhas fáceis.

Determinantes do envelhecimento ativo: evidências

· Determinantes transversais: Gênero e Cultura. A cultura na qual o indivíduo está inserido molda sua forma de envelhecer considerando-se que valores culturais e tradições permeiam a visão que a sociedade tem do envelhecimento. Sociedades que tendem a atribuir mais doenças e sintomas ao idoso são menos propensas a prevenir ou detectar precocemente doença. O gênero é um viés por onde se considera a propriedade ou não de determinadas políticas e como elas vão afetar o bem estar de homens e mulheres. Tradicionalmente as mulheres têm função de cuidadoras de família, e isso aumenta a possibilidade de pobreza e morbidade na faixa mais idosa. Por outro lado os homens são mais expostos a lesões debilitantes ou morte por violência, doenças ocupacionais e suicídio. Ainda têm maior chance de desenvolverem hábitos de risco tais como fumo, consumo abusivo de álcool e drogas.

· Determinantes relacionados ao sistemas de serviços de sáude e social. Para promover um envelhecimento ativo os sistemas de saúde precisam ter em conta uma perspectiva voltada para todo o curso de vida visando a promoção de saúde, prevenção de doenças e acesso homogêneo aos serviços de saúde e de cuidados em geral.

· Determinantes comportamentais. A adoção de estilos de vida saudáveis e a participação ativa no próprio cuidado é importante em todos os estágios da vida. E nunca é tarde para iniciar este comportamento, segundo mostram as pesquisas. Assim sendo hábitos como tabagismo, sedentarismo, alimentação, saúde oral, alcoolismo devem ser mudados a qualquer momento, sabendo-se que resultarão em benefícios.

· Determinantes relacionados ao próprio indivíduo. a)Genética: A principal razão pela qual os idosos adoecem mais do que os jovens é que, devido às suas longas vidas, eles já foram expostos a fatores externos, comportamentais e ambientais, que tendem a se acumular. Enquanto o componente genético pode estar envolvido na causalidade de algumas doenças, para muitas a causa é ambiental. b) Fatores psicológicos: Inteligência e capacidade cognitiva são fortes preditores de um envelhecimento ativo e de longevidade. O envelhecimento por si só pode levar à alteração do perfil cognitivo com lentificação do processamento em geral e do aprendizado de coisas novas, que são em geral compensados pela experiência adquirida durante a vida. O declínio cognitivo frequentemente é deflagradao por "desuso", doenças (pex. depressão, demências), fatores ambientais (uso de álcool ou remédios indevidamente), fatores psicológicos (falta de expectativa e de motivação), fatores sociais (solidão e isolamento), e não pela idade por si só. Boa capacidade de adaptação às mudanças em geral predizem melhor adaptação a intercorrências frequentes nesta faixa etária tais como aposentadoria, perdas, doenças.

· Determinantes relacionados ao ambiente físico. Ambientes físicos inadequados podem fazer a diferença entre a dependência e a independência para qualquer indivíduo, especialmente para o idoso. Inclui meios de transportes, urbanização, arquitetura dos ambientes, acesso aos serviços e facilidade em utilizá-los, condições de saneamento.

· Determinantes relacionados ao meio social. a) Suporte social – Organizações não-governamentais, indústria privada, serviços profissionais voltados para saúde e serviços sociais podem ajudar a manter redes sociais para idosos. Este programas devem abordar o aspecto inter-geracional e o preparo de voluntários. b) Violência e abuso – para prevenção é preciso que haja uma abordagem multidisciplinar envolvendo a justiça, serviços sociais e de saúde, líderes espirituais, advogados e os idosos. É preciso também que os profissionais que lidam com idosos saibam identificar sinais de abuso. c) Educação – Baixa escolaridade é associada com aumento dos riscos para deficiências e morte entre idosos, assim como para o desemprego. A educação precoce combinada com oportunidades de aprendizado pela vida toda pode ajudar as pessoas a manterem a confiança e as habilidades que necessitam para se adaptarem quando envelhecerem. Pontes de aprendizado entre gerações devem ser criadas propiciando a transmissão de valores culturais e promovendo benefícios para todas as idades. Estudos mostram que jovens que aprenderam com idosos tem atitudes mais positivas e realísticas quanto à geração mais velha.

· Determinantes econômicos. a) Ganhos – são mais vulneráveis as mulheres idosas onde os rendimentos tendem a ser menores; ainda estas raramente têm uma poupança ou aposentadoria digna. Idosos que não tiveram filhos ou aqueles que não têm relações familiares têm um futuro incerto e ficam mais vulneráveis ao desabrigo e desamparo. b) Proteção social – na maior parte dos países os idosos são amparados pela família. Porém com o desenvolvimento vem aumentando a tendência do idoso a morar só. Em contrapartida nos países em desenvolvimento não é raro o idoso sustentar a família com sua pensão. Assim, a seguridade social deve ser vista como uma importante meta. c) Trabalho – este deve ser visto de uma forma mais abrangente, não devendo ser restringido à idéia da atuação no mercado formal, onde se tende a desvalorizar os demais afazeres. O idoso pode, e em geral tem como função, cuidar da casa, de crianças, de doentes para que os adultos possam trabalhar. Isto ocorre tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

Desafios para propiciar à população um envelhecimento ativo

Acompanhar a mudança do perfil de adoecimento com redução das doenças agudas tendência ao predomínio das doenças não compulsoriamente notificadas. Isso significa que prevenir e cuidar acabam sendo mais relevantes do que curar.

Atuar sobre os fatores de risco para as deficiências, como as doenças crônicas, sem esquecer que educação e as condições de vida, sociais e ambientais são importantes.
Mesmo quando existem lesões ou perdas funcionais, se o ambiente é favorável o idoso pode manter sua independência.

Dar condições para o idoso manter seus cuidados. Isso inclui desde a criação de sistemas de atendimento em geral (pex. saúde, bancário, comércio) mais amigáveis e afinados com esta faixa etária, até estruturas que possam dar suporte quando há perda de independência.

Informações sobre o envelhecimento ativo devem ser incorporadas aos currículos e programas de formação de todas as áreas profissionais.

Dar maior suporte às mulheres idosas considerando-se que estas têm tendência maior a terem sido expostas a fatores de risco para perda da independência e autonomia (baixa escolaridade, pouco contato com trabalho, com administração financeira, e com outras atividades em geral) e também à pobreza e ao desamparo, considerando-se que neste grupo há maior chance de ausência de fonte de renda garantida e viuvez.

Dirimir preconceitos e rever questões éticas – o idoso é discriminado em vários ambientes, quer por outros indivíduos, quer pela própria estrutura que o impede de ter liberdade de estar e ir onde quiser. Ainda podem estar sendo vítimas de abusos, fato não raro nesta faixa etária. Advogados devem estar preparados para lidar com estas questões.

A sociedade deve se planejar para enfrentar a velhice evitando assim que o envelhecimento populacional leve a uma explosão no sistema de saúde e de seguridade social. Sociedades que sabem se planejar podem enfrentar este problema sem traumas.

"ACTIVE AGEING - A Policy Framework" – WHO (2002) - Noncomunicable Diseases and Mental Health Promotion Department – Ageing and Life Course. Mais informações no site http://www.who.int/hpr/ageing

Fonte: Site Physiopilates

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Bom começo!

Postado em 25 de maio de 2012 às 10:43

Acabar com o sedentarismo só faz bem para a saúde. Mas é preciso começar com o pé direito, acompanhado por um profissional, para não sofrer lesões ou comprometer algum órgão.

Não é preciso procurar um profissional habilitado antes de começar a lavar roupas ou subir escada. É importante não confundir atividade física com exercício físico. A primeira é qualquer movimento dos músculos e do esqueleto que demanda gasto energético. O corpo de qualquer pessoa saudável está preparado para ela. Já o exercício físico é diferente, pressupõe movimentos que estão fora da rotina e, portanto, vão expor o corpo a algum estresse. É impossível saber previamente o limite de cada pessoa. Um rapaz pode até correr um quilômetro mesmo estando fora de forma e sentir-se bem, enquanto outro com a mesma distância sentirá falta de ar e desmaiará. Daí a importância de ter um profi ssional habilitado de olho para indicar o mais adequado para cada perfi l. "É como quando vamos ao médico. Ele prescreve o melhor medicamento, a frequência de uso e a dosagem. O profi ssional de educação física faz o mesmo", fala o educador físico Alexandre Menegaz.

Outro papel importante do profi ssional é dar a medida certa aos exercícios. "Com a propagação da imagem do corpo ideal, os exercícios físicos tornaram-se uma síndrome e há perigo de overtraining, ou seja, exageros", diz a massoterapeuta Domênica Camilo.

Os riscos para quem se exercita sozinho são vários. "Podem ocorrer lesões musculoesqueléticas, dor e, dependendo da condição de saúde da pessoa, até morte", diz Menegaz. Nos casos em que a pessoa tem um preparo muito ruim e se expõe a uma atividade muito intensa, o coração é muito solicitado. Muitas vezes a pessoa nem sabe, mas já tem algum problema que não resiste ao esforço intenso, podendo sofrer até mesmo um infarto. "Muitas vezes um estado emergente, como uma festa ou a proximidade das férias, faz com que a pessoa queira recuperar o atraso", diz o preparador físico Abdallah Achou Júnior, da Universidade Estadual de Londrina (UEL- -PR). "Nesses casos, geralmente a pessoa se encontra fora de forma", fala o especialista.

Vai um polichinelo, doutor?
Correr intensamente forçará as articulações, provocando lesões. "Os efeitos negativos são dois: é impossível cumprir o objetivo imediato, e o indivíduo acaba por desistir dos exercícios", afi rma. É claro que a necessidade de acompanhamento de um profi ssional é tanto maior quanto for a complexidade dos exercícios eleitos. Caminhar, por exemplo, não requer grandes ou maiores cuidados no caso de pessoas que são saudáveis.

Todo mundo está acostumado a andar e o corpo é preparado para isso. Já aventurar-se nos aparelhos de uma academia envolve um certo conhecimento tanto para garantir os resultados quanto para protege-se de lesões. Em algumas situações, não basta apenas o profi ssional de educação física. É bom ter o aconselhamento de um médico também. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBMEE) aconselha que pessoas acima dos 35 anos passem, obrigatoriamente, por avaliação médica antes de começar qualquer tipo de atividade esportiva.

Os sinais de que o corpo está em risco são cansaço exagerado, falta de ar, sensação de tontura e desmaio, dor no peito e dor de cabeça.

"Os mais jovens precisam ser avaliados por um especialista apenas se tiverem histórico familiar ou qualquer condição clínica adversa", diz o médico do esporte João Felipe Franca, da Clínica de Medicina do Exercício (Clinimex-RJ). Os antecedentes mais importantes são os de doenças cardiovasculares e também as do tipo pulmonares.

Ao começar a praticar uma atividade sozinho, fi que atento a sinais de que algo não vai bem. E suspenda o exercício. O principal deles é a dor. "Ela indica lesão, ou o risco dela", diz Timóteo Araújo, presidente do centro de estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafi scs-SP). A dor leve é aceitável em exercícios de alongamento, mas, se persistir e o movimento não for interrompido, há uma chance muito grande de lesão.

(...)

Fonte: Site Revista Viva Saúde
 

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Alongar ou não alongar?

Postado em 18 de maio de 2012 às 09:50

Alguns mitos sobre os benefícios do alongamento vêm sendo derrubados por pesquisas científicas recentes. Em contrapartida, seus ganhos em prol do aumento de flexibilidade, da força e na diminuição de dores crônicas são comprovadamente reais.

A indicação dos alongamentos varia bastante de profissional para profissional. Essa falta de consenso entre educadores físicos, fisioterapeutas e ortopedistas foi o estopim para que centros universitários de todo o mundo se debruçassem em estudos sobre o assunto. Os resultados, entretanto, foram bem diferentes do que se esperava. A primeira informação contestada é a de que os alongamentos podem prevenir lesões quando praticados antes ou depois das atividades físicas. Os pesquisadores Robert Herbert e Marcos de Noronha, da Universidade de Sydney, revisaram dez estudos sobre o tema e não encontraram diferenças estatísticas entre os grupos que se alongavam e os que pulavam a atividade.

Para evitar acidentes, o mais indicado seria investir nos chamados exercícios de aquecimento, como polichinelos ou pequenas corridas sem sair do lugar. "O alongamento não tem a função primordial de aquecimento. Para aquecer é importante aumentar o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos e músculos", explica Debora Reis Garcia, professora do curso de educação física da Universidade São Francisco (USF).

Efeito analgésico
Ironicamente, a coisa muda de fIgura nos estudos em que são avaliados pacientes com dores crônicas. Nessas situações, o alongamento sai na frente de práticas consideradas consagradas no alívio da dor. Uma pesquisa liderada pela pesquisadora Karen Sherman e publicada na revista Archives of Internal Medicine dividiu pacientes que sofriam dores crônicas na lombar em três grupos: aqueles que tiveram aula de alongamento, de ioga ou que apenas leram livros sobre como lidar com o problema. Três meses depois, os participantes que se esticaram foram os que mais relataram melhoras na dor sem o uso de medicamentos.

(...)

Benefícios reais
Mas aliar os alongamentos com exercícios físicos é algo ruim? A resposta é não. Segundo Debora, alongar-se antes de suar a camisa é um modo de preparar o corpo para o esporte. "Já o alongamento feito ao final de exercícios diversos - como caminhadas, corridas ou atividades domésticas - tem como objetivo compensar a musculatura que foi mais utilizada", indica a educadora física.

A prática também é excelente para os atletas que querem melhorar seu desempenho nos treinos. Segundo um estudo liderado por Arnold Nelson, professor associado da Universidade de Louisiana (EUA), os alongamentos periódicos aumentaram a resistência muscular, o desempenho em saltos e a força nos profissionais que se submeteram a treinos regulares. Entretanto, não é necessário exagerar na dose para conseguir bons resultados. Aumentar a intensidade dos exercícios pode potencializar microlesões musculares, principalmente nos adeptos da musculação. "O ideal é trabalhar a flexibilidade outro dia que não o da musculação ou em outro período. Mas se desejar realizá-los após o treino, a intensidade deve ser leve ou moderada", pontua.

Por fim, alongamentos são fundamentais para aumentar a flexibilidade. Mas para aperfeiçoar essa habilidade motora é necessário ter disciplina. "Os exercícios devem ser realizados ao menos duas vezes por semana. O tempo de execução deve ser superior a 30 segundos em cada movimento", completa.

Sinal verde
Praticamente todo mundo pode se alongar. A restrição fica por conta de quem apresenta problemas nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna, como no caso da hérnia de disco. "Em linhas gerais, todos podem praticar alongamentos, desde que orientados para a execução correta dos movimentos. Mesmo pacientes acamados, quando bem orientados, podem realizá-los", esclarece Debora.

Mas muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal. Sua aparição está vinculada ao aumento da flexibilidade de músculos e articulações. "Ele funciona como um mecanismo de alerta do próprio organismo para evitar que a sobrecarga nos tendões e articulações provoque danos. Ele deve ser tolerado em certa medida para que a flexibilidade aumente", explica.

Muita gente não adere aos alongamentos porque sente um ligeiro desconforto. Salvo exceções, esse incômodo é normal

Entretanto, a regra é não aumentar a intensidade dos alongamentos a ponto de extrapolar os limites pessoais. Nos alongamentos que antecedem a caminhada ou a faxina da casa, por exemplo, não há necessidade de ir além do início do desconforto. "Além disso, a duração do exercício para cada segmento corporal não deve exceder 15 segundos. Já para atletas profissionais, o grau de tolerância à dor pode ser maior", completa Debora.

Flexibilidade ampliada
Algumas dicas simples podem deixar os alongamentos mais eficientes, como expirar e inspirar corretamente. "A respiração aumenta a oxigenação dos músculos, a fluidez do sangue e a lubrificação das articulações. O aluno também fica mais concentrado para alcançar a amplitude do movimento", esclarece a professora.

Usar acessórios como faixas elásticas e barras para apoio é outro segredo para potencializar a atividade. Entretanto, nada mais eficiente - e divertido - do que alongar-se acompanhado de um amigo ou em grupo. "O apoio da dupla pode ainda auxiliar no aumento da amplitude do movimento", finaliza a profissional.

 

 Fonte e Imagem: Site Revista Viva Saúde


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Estudo mostra que atividade física faz "faxina" dentro das células!

Postado em 23 de março de 2012 às 14:29

Sabe-se, há muito tempo, que as células acumulam resíduos do desgaste da vida cotidiana e os exercícios físicos tem a capacidade de acelerar a remoção desses resíduos e reciclam os componentes aproveitáveis das células do corpo

Ao destacar os benefícios da atividade física, poucos de nós incluiriam a "faxina" intracelular. Contudo, um novo estudo sugere que a capacidade dos exercícios físicos de acelerar a remoção de resíduos e reciclagem dos componentes aproveitáveis das células do corpo pode ser um de seus efeitos mais importantes, ainda que o menos visível.

Na nova pesquisa, publicada mês passado na revista Nature, cientistas do Centro Médico do Sudoeste na Universidade do Texas, em Dallas, uniram dois grupos de camundongos. Um era normal, possuindo um sistema de limpeza celular apurado. O outro tinha sido reproduzido com sistemas de eliminação de resíduos enfraquecidos.

Sabe-se, há muito tempo, que as células acumulam resíduos do desgaste da vida cotidiana. Dentro da célula há uma espécie de amontoado de dejetos formado de proteínas quebradas, fragmentos de membranas celulares, bactérias ou vírus invasores e componentes celulares gastos ou decompostos.

Na maioria das vezes, as células eliminam esses dejetos. Elas até os reciclam para obter energia. Através do processo de autofagia, ou autodigestão, as células criam membranas especializadas que ingerem os dejetos presentes no citoplasma e os levam para uma região da célula denominada lisossomo, onde os resíduos são quebrados e queimados para obtenção de energia.

Sem esse sistema eficaz, as células poderiam ficar sufocadas e não funcionar bem ou morrer. Nos últimos anos, alguns cientistas começaram a suspeitar que mecanismos de autofagia falhos contribuíssem para o desenvolvimento de diversas doenças, incluindo diabetes, distrofia muscular, mal de Alzheimer e câncer. Acredita-se que a desaceleração da autofagia na meia-idade também exerça um papel no envelhecimento.

Autofagia

A maioria dos pesquisadores acredita que o desenvolvimento do processo foi uma reação ao estresse da inanição: a célula passaria a reunir e consumir partes supérfluas de si própria para manter vivas as partes importantes. Em placas de Petri, a taxa de autofagia aumenta quando as células estão famintas ou são colocadas sob outra forma de estresse fisiológico.

O exercício físico certamente consiste em um estresse fisiológico. Contudo, até recentemente, poucos pesquisadores haviam indagado se o exercício físico poderia de alguma forma afetar a taxa de autofagia e, caso afetasse, se isso seria importante para o corpo de modo geral.

"A autofagia afeta o metabolismo e possui benefícios abrangentes para o corpo relacionados à saúde", afirmou Beth Levine, pesquisadora do Instituto Médico Howard Hughes no Centro Médico do Sudoeste. "Parecia haver consideráveis elementos em comum." Porém, não estava claro como os dois interagiram, acrescentou Levine.

Assim, ela e seus colegas colocaram em ação camundongos de laboratório. Os animais haviam passado por um tratamento para que as membranas envolvidas na autofagia brilhassem, revelando-se. Após 30 minutos apenas, os cientistas descobriram que os camundongos tinham uma quantidade significativamente maior de membranas nas células do corpo todo, o que indicava uma autofagia acelerada.

Contudo, essa descoberta não explicava o significado do aumento da limpeza celular para o bem-estar dos camundongos. Por isso, os pesquisadores desenvolveram uma linhagem de camundongos cujos níveis de autofagia permaneciam constantes mesmo se eles estivessem famintos ou vigorosamente exercitados.

Em seguida, os pesquisadores fizeram com que esses camundongos corressem lado a lado com um grupo de controle de camundongos normais. Os camundongos resistentes à autofagia ficaram exaustos rapidamente. Seus músculos pareciam incapazes de retirar açúcar do sangue como faziam os camundongos normais.

Importância de manter-se ativo

A maior surpresa ocorreu quando Levine empanturrou os dois grupos, durante várias semanas, com ração com alto teor de gordura, até que desenvolvessem um tipo de diabetes de roedores. A corrida reverteu posteriormente a condição de saúde dos camundongos normais, mesmo enquanto continuavam recebendo a dieta rica em gordura.

Contudo, após correrem durante semanas, os camundongos resistentes à autofagia permaneceram diabéticos. Os níveis de colesterol deles também estavam mais altos que os dos outros camundongos. O exercício físico não os tornou mais saudáveis.

Levine e seus colegas concluíram que o aumento da autofagia, induzido pelos exercícios físicos, parece ser uma etapa decisiva na melhora das condições de saúde.

A descoberta é "muito empolgante", afirmou Zhen Yan, do Centro de Pesquisas Musculoesqueléticas da Universidade da Virgínia, que também estuda autofagia e exercícios. Segundo Yan, o estudo "aprimora a nossa compreensão das razões do impacto salutar dos exercícios sobre a saúde".

Os resultados obtidos por Levine têm implicações amplas. Por exemplo, os indivíduos que não reagem aos exercícios aeróbicos com o mesmo vigor que seus companheiros de treino podem ter sistemas de autofagia instáveis ou inadequados.

"É muito difícil estudar a autofagia nos seres humanos", afirmou Levine. Entretanto, medicamentos intensificadores de autofagia ou exercícios especializados algum dia talvez ajudem as pessoas a obterem total proveito dos exercícios físicos.

Até lá, esse estudo salienta mais uma vez a importância de permanecer ativo. Tanto o grupo de controle quanto o grupo geneticamente modificado tinham "níveis antecedentes normais de autofagia" durante as circunstâncias diárias, observou Levine. Contudo, esse nível de base de "limpeza" celular não foi suficiente para protegê-los em face de uma dieta insatisfatória.

"Eu nunca pratiquei exercícios físicos de forma persistente", afirmou Levine. Recentemente, porém, após ter testemunhado a contribuição dos exercícios na "limpeza" das células dos camundongos corredores, a cientista adquiriu uma esteira mecânica.

Fonte: Site Physiopilates

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Saúde Mental e Atividade Física!

Postado em 02 de agosto de 2011 às 11:12

Saúde mental também depende da prática regular de atividades físicas.

Os resultados de pesquisas mostram que a saúde mental também depente da prática regular de atividades físicas.

Texto: Prof. Dr. José Alberto Aguilar Cortez

A prática regular de atividades físicas ajuda a prevenir e a tratar a ansiedade e a depressão.
Sair do trabalho, trocar o paletó, a gravata e os sapatos de couro por calção, camiseta e tênis já é, há muito tempo, a solução que muitos executivos encontraram para diminuir a tensão e recuperar o bom humor. Quem pratica caminhada ou corrida habitualmente percebeu que os benefícios não se restringem à músculos e articulações, não se limitam a contribuir para a diminuição do peso e melhorar a eficiência do coração, pesquisas recentes mostram que a atividade física regular é uma grande aliada da saúde mental.

Em estudo publicado no British Journal of Sports Medicine os pesquisadores observaram que trinta minutos de caminhada em esteira rolante, durante dez dias, diminuíram em 25 por cento os índices de depressão nas doze pessoas estudadas. Entre as conclusões observadas na pesquisa os autores enfatizaram as melhoras rápidas provocadas pelo exercício no estado de espírito de pacientes com distúrbios depressivos graves. Segundo eles tais benefícios não são conseguidos com os tratamentos farmacológicos atuais que precisam de duas a quatro semanas para fazerem efeito.

Em outro estudo realizado na Universidade da Califórnia, que acompanhou 900 idosos por mais de 11 anos, uma equipe de pesquisadores observou que a prática de atividades físicas promove benefícios psicológicos e que homens e mulheres sedentários são mais susceptíveis à depressão. Os que interromperam os programas de exercícios ficavam mais propensos a desenvolver a doença.

As adaptações fisiológicas responsáveis pelas alterações no humor e recomendadas no tratamento antidepressivo dependem da regularidade, da intensidade e da duração da caminhada ou corrida. Os pacientes em tratamento e os idosos precisam consultar seus médicos e identificar, através de avaliação diagnóstica, sua freqüência cardíaca ideal de treinamento. O exercício é considerado aeróbio quando os batimentos cardíacos oscilam pouco, para mais ou para menos, caracterizando um equilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio. Nesta condições é possível mantê-lo suficientemente prolongado para permitir a liberação dos hormônios responsáveis pelas melhoras do humor.
Independente da idade e do sexo, em conseqüência do estresse ou da solidão, é grande o número de pessoas que sofre de algum tipo de desordem mental.

A Organização Mundial de Saúde estima que 1 em cada 15 pessoas pode vir a ser vítima de depressão. As estatísticas apontam o nível de risco, a ciência mostra que suar a camisa vale a pena e você, vai continuar sentado esperando para ver o que acontece?

Fonte: Site Physiopilates                                                          Imagem: Internet

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O que a Yoga faz por você?

Postado em 20 de julho de 2011 às 09:20

Posturas, técnicas respiratórias, meditação ou relaxamento são as estratégias da prática que se encontra entre as dez terapias mais utilizadas em todo o mundo.

 

Ao longo de sua história, o objetivo dos praticantes era materializar o significado da palavra sânscrita yuj, isto é, união com Deus, ou juntar o que está disperso. Hoje, a ioga é considerada uma terapia complementar do tipo mente/corpo e combina posturas, técnicas respiratórias, meditação ou relaxamento. A finalidade é promover equilíbrio físico, mental, psíquico e espiritual. "A Hatha Yoga é tão popular porque atende às demandas do homem moderno, cujo estilo de vida esgota o sistema nervoso, especialmente o simpático. Todos vivem em estado de agitação permanente. Não há tempo para o reequilíbrio. Essa prática é a oportunidade de juntar o esforço (esgotado ou não) com o não esforço (relaxamento e tonicidade). O resultado é o rejuvenescimento e o equilíbrio", explica Amândio Albertino Figueiredo, presidente da Federação Portuguesa de Yoga.

Como funciona?
Ainda não se compreende exatamente como isso é possível, mas sabe-se que a ioga proporciona controle do estresse e maior consciência física e mental. Assim como a mente influencia o corpo, acredita- se que o corpo influencia a mente. A condição primeira da ioga é permitir ao praticante conhecer seu estado de saúde. A partir daí, cada um evoluirá para a boa saúde, ou a manterá. O ponto mais importante é o fortalecimento da imunidade. E é aqui que a ioga é rainha.

A proposta de boa saúde da ioga parte do corpo, que é estimulado por meio de exercícios de alongamento, onde se permanece numa posição de relaxamento de esforço por período determinado de tempo. Alcançado o aprimoramento físico, inicia-se o trabalho respiratório, mais importante via de ligação com as emoções. É assim que o Hatha Yoga entende ser possível atingir um estado calmo da mente: interferência na postura, tônus muscular e padrão respiratório. O próximo passo é a meditação.

Os cientistas garantem
A prática regular aumenta a sensação de bem-estar, combate o estresse, reduz a pressão arterial e sanguínea, melhora a capacidade respiratória, relaxa músculos, auxilia no controle da ansiedade, depressão e insônia, além de aprimorar a flexibilidade e força físicas, bem como os níveis da química cerebral e sanguínea. Se pensarmos que grande parte das doenças possuem fundo emocional, concluiremos que o ato do relaxamento pode ser altamente benéfico para a saúde em geral.

Fonte: Site Revista Viva Saúde                                                                  Imagem: Internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

 

 

 

 

 

 

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Atividade física com prazer - Escolha a sua!

Postado em 10 de abril de 2011 às 19:41

Até mesmo um ambiente agradável faz diferença para criar uma rotina de treino.

Ir para academia, caminhar no parque, fazer exercícios em casa é encarado como um sacrifício para muita gente. E, olhando por essa ótica dolorosa, fica ainda mais difícil de sair do sofá mesmo. "Infelizmente, a grande maioria das pessoas começa a treinar para resolver algum problema, como perder peso ou por outra recomendação médica. São poucos os que praticam atividades físicas por prazer", explica o personal trainer e coordenador da academia Kainágua Aristides Mello, de São Paulo.

Mas, vamos encarar os fatos: não dá para ficar parado, então que tal buscar formas incentivadoras para tornar o exercício físico um hábito que faz parte da sua rotina, assim como comer, escovar os dentes ou tomar banho? Se o processo é incorporado naturalmente no seu cotidiano, fica bem mais fácil de pedalar ou partir pra cima da esteira. A personal trainer Karin Ishii, professora de ginástica da academia Competition, de São Paulo, entrega as dicas para superar o obstáculo da preguiça e falta de motivação.

 

Pergunta que tem resposta
Encarar a atividade física com um pouco mais de prazer e menos obrigação já é um bom ponto de partida para aumentar a sua disposição e, portanto, o rendimento. Uma ótima (e necessária) alternativa é buscar as atividades que você mais curte.

"Abra a mente para todas as possibilidades de exercícios que possam lhe agradar", diz Karin. Pode ser que a prática ideal seja uma aula de musculação, de dança contemporânea, jogar basquete ou seguir as indicações de um vídeo de ginástica no tapete da sala. "Entretanto, é preciso fazer a pergunta: 'O que eu mais gosto de fazer para mexer o meu corpo?'", ensina a personal trainer.

Na hora certa
O horário também ajuda a disciplinar o corpo para o momento da atividade física, e, assim como a escolha do exercício ideal, o período do dia mais indicado só descobre é quem treina.

Normalmente, definir um horário é bom, porque o corpo acostuma com a rotina, e quando ela falha, você sente falta. Mas isso também não é uma regra. "Muita gente funciona com uma rotina fixa, enquanto outras preferem flexibilizar o horário do treino para não cair no tédio", afirma Karin.

Ela também salienta que é preciso observar sua hora de rendimento. Vale observar se o treino anda capenga de manhã porque o sono toma conta ou se a coisa desanda à noite em razão do cansaço acumulado do dia.  

Companhia e lugar certos
Ter uma turma de amigos, seja na academia ou o time de futebol do bairro, também é um fator que ajuda a motivar e criar o hábito. "É bacana, porque um incentiva o outro. Se bate a preguiça, um parceiro pode ser a mola propulsora para tirar a pessoa do sedentarismo", explica Karin.

A escolha do local também pesa. E, mais uma vez, tem que descobrir o que é mais prazeroso. Se é estar na academia (e se as instalações também lhe agradam), se é movimentar-se a céu aberto ou até mesmo no conforto da sua própria casa.

Prato colorido
A dieta também interfere na sua rotina de exercícios. A falta de nutrientes e vitaminas certos no prato pode ser a resposta para a falta de energia e disposição. Logo, a alimentação equilibrada é regra de ouro. Verduras, legumes, pelo menos uma fonte de proteína e carboidratos são essenciais e nada de se exercitar em jejum.

Comprometimento na esteira
Procure academias que consigam fazer um atendimento personalizado e que demonstrem comprometimento com os alunos. A sensação de que está sendo "cuidado" por alguém é uma diferença motivadora na rotina de treino. Já que é fácil se dispersar e logo falta vontade para completar a atividade, o ideal é ter alguém sempre por perto fazendo um acompanhamento.  

 

 

E então, já escolheu a sua atividade?

 

   Fonte: Site Yahoo - Beleza e Saúde                                    Imagem: Internet com alteração.   

Levante-se já da cadeira!

Postado em 18 de março de 2011 às 08:05

Até mesmo para quem faz ginástica, permanecer sentado por períodos prolongados aumenta demais o risco de doenças cardíacas e câncer. É o que podemos chamar de síndrome da preguiça — e ela não é moleza.

Quem faz ginástica e sua a camisa pelo menos três vezes por semana na certa respira aliviado, com a sensação de ter escapado do rótulo de sedentário. Mas agora vem um outro lado da história, mostrando que essa pode ser uma conclusão precipitada. Porque, segundo pesquisadores do American Cancer Society, não basta alcançar essa, digamos, cota semanal de atividade física se, no restante do tempo, a pessoa passa boas horas sentada — seja na frente do computador, empacado no trânsito, seja curtindo uma televisão.

Eles acompanharam nada menos do que 120 mil indivíduos pelo longo período de 14 anos. Ficaram de olho em sua rotina, de acordo com questionários que os participantes preenchiam regularmente. E fizeram observações de cair o queixo: as mulheres que gastam pelo menos seis horas por dia grudadas na cadeira apresentam um risco 37% maior de morrer por uma doença quando comparadas àquelas que não ultrapassam três horas sentadas. Já os homens que vivem sentados têm um risco apenas 17% maior de sofrer de um problema fatal — vai saber o porquê!


“De fato, não adianta malhar pra valer durante uma hora e dedicar o restante do dia a dormir ou relaxar na poltrona, deixando os músculos inativos e o metabolismo lento”, justifica o fisiologista Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo, para quem o resultado não é assim tão espantoso. “Enquanto estamos sentados, economizamos energia, o que favorece a obesidade, com todos os prejuízos que ela traz ao organismo”, acrescenta a SAÚDE! a epidemiologista americana Alpa Patel, que liderou a investigação.

Outro estudo — este australiano, assinado por cientistas do Baker IDI Heart and Diabetes Institute, corrobora com essa tese. Eles monitoraram 8.800 pessoas e descobriram o seguinte: quem assiste a TV por mais de quatro horas diárias é 80% mais propenso a morrer do coração. “A falta de exercício muscular afeta o funcionamento de uma série de enzimas e hormônios responsáveis por metabolizar açúcar e gordura”, esclarece Zogaib. “A consequência se refl ete no aumento de colesterol, de triglicérides e das taxas de glicose, que se acumulam nos vasos, aumentando as chances de obstruí-los”, esclarece Zogaib.

SEM CONTAR A DOR...

Desabar na cadeira por horas a fio também causa alterações ortopédicas que não representam risco de morte, mas são extremamente limitantes. “A posição favorece a compressão da coluna, especialmente da lombar e da cervical, induzindo a formação de hérnias e infl amações”, alerta o ortopedista Ricardo Galotti, do Sport Club Corinthians Paulista. As consequências geralmente são dor intensa e meses de tratamento. Por isso, é importante se policiar, evitando uma postura arqueada, e apoiando bem as costas ao ficar sentado. Os cotovelos também não escapam, principalmente os de quem trabalha no computador. “Prefira cadeiras com apoio de braço”, recomenda Galotti. O médico ainda sugere que você descruze as pernas e utilize um apoio para os pés, capaz de proporcionar uma flexão dos joelhos, aliviando-os.

UM DRIBLE NA PREGUIÇA
 
Se o exercício não anula completamente os malefícios de permanecer sentado, pelo menos os atenua significativamente. De acordo com o trabalho conduzido na American Cancer Society, quem vive na cadeira e ainda por cima não costuma malhar tem um salto ainda maior no perigo de males fatais: de 37 para 94% nas mulheres e de 17 para 48% nos homens. O recado é claro: mexer o corpo o máximo possível. “O segredo é aumentar a quantidade de movimentos durante a rotina, para manter o metabolismo ativo, e caprichar no momento reservado para o treino”, sugere Paulo Zogaib.  (...)

 

 

 Fonte: Site Revista Saúde                                               Imagem: Site Revista Saúde 

 

 

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