BLOG

inicial blogbusca pela categoria "Qualidade de Vida
Blog

Sem flexibilidade,a máquina física enferruja e a mente se converte numa fábrica de idéias engessadas

Postado em 31 de agosto de 2013 às 21:35

Fuja desse desgaste desnecessário e aprenda a se ajustar às demandas do momento. Como? Ora, soltando o corpo e, por tabela, as emoções.

Estica, puxa, recua. A musculatura reage, ora espichando, ora repousando. Na mesma levada, a mente aprende a se moldar às circunstâncias. Tolerante quando pedras atravancam o caminho, ousada quando a pista está livre. Em tempos de mudanças aceleradas e múltiplas tarefas, a flexibilidade deixa de ser diferencial para se tornar premissa básica da vida contemporânea. A ordem é soltar a cintura e requebrar sempre que as situações solicitarem traquejo.

"Pessoas rígidas vivem presas a um modo único de pensar e de se comportar, não importa se estão na praia, no trabalho ou em família", diz a psicoterapeuta Ana Lúcia Faria, especializada em psicoterapia reichiana e análise bioenergética, de São Paulo. Convenhamos, o desgaste é muito maior quando empacamos diante dos acontecimentos, por pura incapacidade de adotar outras cartilhas. Em contrapartida, ao sermos maleáveis, poupamos energia e, com o saldo positivo, podemos investir numa potência chamada criatividade. "Indivíduos flexíveis não chegam a construir verdades absolutas. Permanecem abertos e conectados aos movimentos da vida, adquirindo novas ferramentas e formas de expressão", afirma Ana Lúcia.

Segundo tradições orientais como a ioga e a massoterapia, a maneira como tratamos nosso corpo se reflete, ainda que por vezes de forma sutil, em nossa visão de mundo e, consequentemente, em nosso comportamento. Afinal, mente, corpo e espírito estão interligados. Sob essa perspectiva, um canal, quando lapidado, afeta o outro, e assim por diante. "Essa integração resulta em mais força de vontade, mais flexibilidade nas relações, mais resistência a frustrações e agilidade mental para responder assertivamente às necessidades da vida moderna", diz Eduardo Legal, educador físico, professor de ioga e docente do curso de naturologia da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Para ilustrar a simbiose entre corpo e mente, o massoterapeuta e professor de ioga carioca Marcelo Passos cita a postura do guerreiro. Para quem não sabe, essa ássana é executada com alongamento da perna traseira, flexão da dianteira e união dos dois braços sobre a cabeça. Resultado: o praticante expande o peito e busca internamente força para se abrir ao inesperado. Sob tal ponto de vista, a prática milenar não se resume a um conjunto de exercícios. É, sim, uma escola que reeduca os praticantes para o cotidiano e para o autoconhecimento e ainda dá ênfase ao alongamento dos membros, estimula o equilíbrio e a força muscular. "Por meio da ioga, iluminamos nossa consciência, que nos leva ao encontro da harmonia e da felicidade plena", afirma Legal. Também faz parte da prática a meditação, poderosa para estimular o pensamento a se libertar de suas amarras – crenças, julgamentos e preconceitos –, tornando-se mais flexível.

No entanto, ressalta Legal, nem todos os adeptos sentem a mesma transformação. Há os que se tornam flexíveis no âmbito físico e no emocional e os que desabrocham em apenas um desses aspectos. "Há pessoas que não percebem mudanças significativas em seu corpo, mas se tornam mais seguras e dispostas a aceitar novas possibilidades de vivenciar suas experiências, e vice-versa", diz. No fundo, vale mais a intenção atrelada à prática do que o desempenho em si.

Leveza do ser

Um outro aliado eficiente nessa busca de comportamentos menos rígidos é a massagem. Além de amolecer os músculos, determinadas técnicas vão fundo, dissolvendo bloqueios energéticos. "Todas as correntes da massoterapia oriental visam desobstruir os canais que distribuem energia vital para as diferentes partes do organismo", afirma Passos. Imagine que nossa estrutura é um mapa de pontos que influenciam o funcionamento de órgãos e glândulas. Uma vez destravados os "nós" desse esquema, o indivíduo tende a recuperar o equilíbrio e a saúde. "Depois de uma sessão de massagem, a pessoa sai com a expressão leve e o organismo mais aberto." Com o tempo, assegura o especialista, o cliente se prepara para receber o que o mundo pode ofertar e também se fortalece para enfrentar possíveis dificuldades.

Segundo o especialista, a ioga e a massagem falam a mesma língua. Por isso, podem ser combinadas à vontade. "As duas modalidades soltam o corpo e, ao mesmo tempo, estimulam a busca pela liberdade interior, pela compreensão de quem somos em relação a uma dimensão superior", diz. A diferença fundamental é que, enquanto a massagem se presta muitas vezes a atenuar queixas emergenciais, como dores musculares pontuais, a ioga consiste num trabalho de longo prazo. "Com o tempo e a interferência dos exercícios respiratórios, o aluno toma consciência de si e de suas emoções", afirma.
Expandir sem agredir

Exercícios de alongamento também são uma ótima pedida para destravar os movimentos. "Por meio deles, podemos melhorar muito a amplitude articular de determinados gestos, o que previne lesões musculares", afirma Legal. "Além de expandir o alcance de ações cotidianas, como agachar ou pegar um objeto acima da cabeça, o alongamento também é fundamental para aumentar o fluxo sanguíneo, conferindo leveza ao corpo em repouso ou em deslocamento", diz o professor Abdallah Achour Junior, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, e autor de Flexibilidade e Alongamento (ed. Manole).

Vale lembrar que o objetivo dessa atividade não é transformar os praticantes em contorcionistas – indivíduos geneticamente programados para se confundirem com elásticos ambulantes. Tampouco é aconselhado perseguir a elasticidade ostentada por bailarinas ou ginastas. Litros de suor e lágrimas patrocinaram essa condição física excepcional. Não se iluda. Tome, sim, muito cuidado para não extrapolar seus limites. Não busque resultados imediatos nem estique a musculatura no tranco, recomendam os especialistas. "É preciso colocar a mente em sintonia com o corpo, prestando atenção na respiração e na quantidade de desconforto percebido. Uma música agradável pode propiciar maior consciência corporal", diz Abdallah. "Escute sua estrutura primeiro; depois, o professor", diz Legal. Outra dica é observar como você se sente no dia seguinte. Caso não consiga subir escadas de tanta dor muscular, mau sinal. E o professor aconselha: "Se alguma região ficou dolorida não significa que o treino tenha sido bom. Você pode estar exigindo demais de si. Vá mais devagar".

A musculatura precisa de tempo para se afrouxar. "Em geral, o aluno começa a sentir os efeitos da prática após três meses", afirma Legal, que ainda defende o diálogo constante entre aluno e professor. "Profissionais qualificados sabem manejar o corpo alheio, ajudando o aluno a atingir seus objetivos sem exageros. Mas é importante que as duas partes conversem e sejam companheiras nesse processo", diz. Só não permita que o alongamento se reduza à repetição burocrática de movimentos. Quando estiver concentrada no trabalho muscular, não perca a chance de auscultar as sensações desencadeadas pelo processo. "O praticante precisa estar em conexão com seus sentimentos e emoções e propenso a questionar gradativamente a totalidade de suas ideias e crenças", dizem as terapeutas corporais Jalieh Juliet Milani e Alessandra Shepard, na introdução do livro Exercitando o Corpo e a Alma – Movimentos com Energia e Consciência (ed. Pensamento). "Ao despertarmos, a consciência se expande, e, com isso, também nosso poder individual para influenciar e contribuir para a nossa vida e a dos outros", afirmam.

Arquivo corporal

Nem sempre a rigidez física é escancarada, é bom lembrar. E, por isso mesmo, precisamos encontrar acessos mais sutis para alcançá-la. Tocamos nossa vida normalmente sem perceber uma série de alertas, como peito afundado, ombros levantados, braços rentes ao tronco, garganta retesada. Segundo a psicoterapeuta Ana Lúcia Faria, que integra a dimensão física ao tratamento psicológico, tanto a postura como a expressão de um indivíduo denunciam, de forma sutil, emoções, dores e crenças cristalizados em pontos diversos da anatomia. Logo, essa vertente é indicada para quem busca um trabalho terapêutico mais profundo e sensível.

"Segundo o psiquiatra Wilhelm Reich, toda tensão física tem uma história", afirma a especialista. Ela esclarece: quando a criança "engole" o choro, comprimindo a garganta, entende que será reconhecida naquela família por sua força e coragem. Nesse sentido, o enrijecimento estrutural, chamado de couraça, surge simultaneamente à tentativa do indivíduo de se ajustar aos valores do meio em que vive ou para se defender dele, se for o caso.

O somatório de contenções inconscientes espalhadas pelo corpo resulta numa armadura que nos impede de viver com fluidez. Não temos como evitar a formação dessa blindagem. Crescer implica expor-se a pressões e cobranças. No entanto, podemos, com o auxílio de um psicoterapeuta, dissolver aos poucos os bloqueios que nos engessam física e emocionalmente. "Trabalho no sentido de desmanchar esse endurecimento, fazendo com que o paciente descubra por que está com a respiração presa ou com os ombros erguidos, por exemplo", diz Ana Lúcia.

Depois de identificar o sentimento gerador de determinada constrição e de vivenciar um gestual mais solto, a pessoa consegue ampliar seus movimentos e, por tabela, sua maneira de se inserir no mundo. "Cria-se, assim, uma nova maneira de existir. A vida passa a ter mais espaço, mais pulsação e flexibilidade", afirma ela. Tudo o que mais queremos. Transitar por aí leves como plumas, maleáveis como a palmeira à beira-mar.

Fonte: Site PhysioPilates                                                            Imagem: Internet

tags:

A importância do silêncio: como cultivar a pausa

Postado em 23 de junho de 2013 às 13:37

Em um mundo cheio de ruídos, o silêncio é essencial para o bem-estar. Saiba como é possível atingir esse estado sem precisar ficar isolado em algum templo distante. Em 1952, o compositor John Cage apresentou uma peça de vanguarda ao público americano. Entrou no palco, sentou-se à frente do piano, ligou um cronômetro e, durante exatos 4 minutos e 33 segundos, ficou em... silêncio. Para o artista, a música eram os leves murmúrios produzidos pela plateia atônita. Ao final desse tempo, Cage levantou-se e agradeceu ao público como se tivesse acabado de apresentar uma de suas obras convencionais. O que o músico queria? Provocar reflexão em meio à ausência de som! Sua extravagante composição virou um clássico executado até hoje, batizado de 4'33.

Claro, o autor radicalizou uma experiência que, há séculos, tem operado profundas transformações não só espirituais e mentais como físicas na humanidade. Prática comum em todas as religiões, a meditação tornou-se alvo de investigação até da comunidade científica como caminho de cura para males de vários níveis. Não à toa! O silêncio é o início de tudo.

De onde surgem o bem-estar, a saúde física e mental, a criação. Na pausa entre os sons, a mente é ativada e se dá o pico da atividade cerebral. "Sem dúvida, a prática diária de interiorização melhora a qualidade de vida", assegura o psiquiatra Ramesh Manocha, da Sydney Medical School, na Austrália, pioneira numa recente pesquisa sobre meditação. "Torna-se fonte de paz interior e neutraliza as tensões da vida, aumentando a criatividade, a produtividade e a autossatisfação." Em seus estudos, o médico encontrou uma relação direta entre a boa saúde e o estado de silêncio mental.

Já se sabe que só a quietude leva a níveis profundos de autoconhecimento, permite a construção de sentimentos positivos e fortalece a autoestima. Para examinar de forma holística, e com metodologia científica, as qualidades incontestáveis do silêncio, a universidade australiana abriu inclusive uma clínica de meditação onde os pacientes praticam sahaja ioga e podem ser avaliados de perto. Depois de algumas sessões, boa parte deles relatou melhoras significativas.

Como cultivar o silêncio
Assim como o som, o ruído e os pensamentos, o silêncio é da natureza da mente. Todas as pessoas o reconhecem. Mas, entre tantos estímulos sonoros, quase não se respeitam os momentos de interrupção – imprescindíveis para uma vivência mais harmoniosa. A exemplo da música, a pausa existe para torná-la mais bela. "Nas composições pop e eletrônica, por exemplo, não há esse tempo precioso que faz o ouvinte ter uma apreciação mais qualitativa do som", diz o violonista Fabio Ramazzina, do Quaternaglia Guitar Quartet, renomado grupo de música de câmara paulistano.

"Já as obras clássicas são permeadas por um tempo onde não acontece nada, mas contêm todas as possibilidades de notas musicais." Não é fácil notar o nada, o vazio, a ausência de sons, segundo o músico, pois o silêncio absoluto só existe dentro de cada um. "O ritmo da vida contemporânea leva ao caminho inverso, aquele que não pressupõe paradas, como num texto construído sem vírgulas, parágrafos e pontos." No cotidiano, Fabio sabe muito bem cultivar as pausas. Todos os dias, ele pratica 50 minutos de meditação, conforme prega o grupo de estudos filosóficos do qual faz parte há cerca de 25 anos. "Isso me ajuda inclusive a aperfeiçoar cada vez mais meu jeito de tocar o violão e a compor melhor", revela o instrumentista. Prova incontestável de que a ausência de sons é fonte de boa música, a Nona Sinfonia, uma das maiores obras-primas de todos os tempos, foi composta no século 19 pelo alemão Ludwig van Beethoven, à época praticamente surdo. Ele não só criou como regeu a orquestra que pela primeira vez interpretou a genial peça do romantismo.

Esse é apenas um dos exemplos conhecidos do valor do silêncio. O estado profundo de mansidão, porém, está na base de todas as religiões e na maioria das crenças como um instrumento valioso de aprimoramento do ser humano. No Egito antigo, era empregado na prática de devoção. As sacerdotisas de Ísis chegavam a permanecer caladas por anos a fio para demonstrar seu amor incondicional à deusa. Em tempos atuais, continua sendo porta de entrada do mundo astral. "A iniciação xamânica ocorre através do silêncio, especialmente quando o objetivo é ter acesso a outras dimensões de realidade," revela Felipe Guidi, respeitado xamã de São Paulo. Agora pare, respire sem pressa e resgate a serenidade que está no fundo do seu ser.

Fonte: Bons fluidos via Site PhysioPilates                                                                Figura: Internet

tags:

Aposte na simplicidade para ser feliz!

Postado em 29 de junho de 2012 às 09:56

Há diversas maneiras de ser simples. Encontre a ideal para você e seja feliz!

Felizmente existe a ideia da simplicidade, e esta é, digamos, simples desde sua origem. A palavra é formada por duas outras de origem latina: sin, que significa único, um só, e plex, que quer dizer dobra. Ser simples significa ter uma só dobra, ao contrário do complexo, que tem várias. Simples!

Simplificar significa evitar a complexidade e criar uma vida sem mistérios? Há uma diferença fundamental entre ser simples e ser simplório. Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. Eu conheço pessoas sofisticadas, intelectualizadas, que levam uma vida plena, realizam trabalhos difíceis, apreciam leituras profundas e têm hábitos peculiares. E continuam sendo pessoas descomplicadas. Conheço também pessoas simplórias, com pouca profundidade, que realizam trabalhos repetitivos, que têm poucas ambições, que apreciam rotinas e evitam os sustos de uma vida aventurosa. E mesmo assim são pessoas complicadas, para elas tudo é muito difícil, em geral impossível.

Não há um paradoxo em construir uma vida simples em meio à vida moderna, cada vez mais exigente? Hiroshi criou a Ecovila Clareando, uma comunidade autossustentável no interior de São Paulo que atrai gente comprometida com a natureza e com seus valores, como a sustentabilidade, sem a ingenuidade das "sociedades alternativas" de antigamente, mas tendo a simplicidade como filosofia. Ele planta e produz praticamente tudo o que precisa para se alimentar, domina as técnicas de construção ecológica e de produção de energia limpa. Mas não é um isolado, viaja, participa de congressos, dá palestras, toca violão, compõe músicas. E é alegre em tempo integral.

Goldberg é professor da New York University, onde faz pesquisas sobre o cérebro humano, e consegue falar sobre seu funcionamento de maneira compreensível. Escreveu alguns livros, entre eles O Paradoxo da Sabedoria, em que afirma que, apesar do envelhecimento do cérebro, a mente pode manter-se jovem. Seus textos são o melhor exemplo de como se pode simplificar o complexo, pois são sobre neurofisiologia, mas qualquer um entende.

Eu não poderia imaginar vidas mais diferentes e, ao mesmo tempo, mais parecidas. Ambos carregam uma leveza própria das pessoas que decidiram não complicar, sem abrir mão de seus desejos, projetos, pequenos luxos, enfim, da vida normal. Pessoas assim, que fazem a opção da simplicidade, têm alguns traços comuns. Identifico cinco deles:

1. São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.

2. São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não "enrolam" nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.

3. Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.

4. Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.

5. São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.

Ser simples, definitivamente, não é abrir mão de nada. É possível apreciar o conforto, a sofisticação intelectual, as artes, o prazer da culinária, a aventura das viagens e continuar sendo simples.

Pois ser simples não é contentar-se apenas com o mínimo para manter-se fisicamente vivo, uma vez que não somos só corpo, também somos imaginação, intelecto, sensibilidade e alma. E esta última é, sim, simples, mas não é pequena, a não ser, é claro, que a pessoa queira.

 

Fonte: Site Revista MdeMulher                                                                        Imagem: Internet

tags:

Porque surgem as câimbras e como evitá-las!

Postado em 22 de junho de 2012 às 09:15

Câimbras podem acontecer quando menos se espera. De repente, a pessoa sente uma dor intensa provocada por contrações involuntárias de um ou mais músculos, repentinas e prolongadas. As contrações usualmente se instalam nos membros inferiores e ocorrem em espasmos, tornando visíveis os músculos e tendões contraídos.

Em geral, as câimbras musculares são causadas pela prática de esportes ou por determinadas atividades profissionais. Já as câimbras noturnas na perna, muitas vezes não têm causa aparente, mas sugerem a associação com algumas doenças sistêmicas.

 Entre as causas mais comuns das câimbras, é válido citar:

- Uso exagerado da musculatura: São as câimbras típicas dos atletas que praticam exercícios que sobrecarregam determinados músculos. No entanto, elas podem ocorrer, também, nas mãos, nos braços e no pescoço como resultado de atividades como escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas na mesma posição durante muito tempo.

- Desidratação: A água facilita as contrações e o relaxamento das fibras musculares e dos tendões. A falta dela deixá-os mais sujeitos a espasmos.

- Baixas temperaturas: O frio faz com que a musculatura fique mais tensa e contraída, o que facilita a ocorrência de espasmos das fibras musculares.

- Má circulação: Nos mais velhos, o estreitamento das artérias que irrigam os membros inferiores causado por placas de aterosclerose pode provocar câimbras, quando a musculatura é solicitada com mais intensidade.

- Compressão de raízes nervosas: Artroses e perda de elasticidade dos discos que ficam entre as vértebras da coluna lombar podem comprimir os nervos, que saem para inervar os membros inferiores, e provocar dor. Essa dor fica mais forte à medida que a pessoa anda e pode adquirir as características típicas das câimbras. No entanto, ela melhora quando a coluna fica ligeiramente flexionada para frente, por exemplo, na posição que a pessoa assume ao empurrar o carrinho do supermercado.

- Carência de sais minerais: Falta de potássio, cálcio ou magnésio na dieta alimentar pode estar por trás de quadros de câimbras frequentes. Pessoas hipertensas que tomam diuréticos geralmente perdem potássio.

- Dor de crescimento das crianças: A dor de crescimento das crianças é simplesmente uma câimbra infantile pode ser causada por falta de magnésio, potássio, excesso de esforço fisico. ou eletricidade estática que causa o desencadeamento da dor de crescimento.

- Outras causas potenciais: Diabetes, anemia, insuficiência renal, doenças de tireóide, doenças neurológicas, desequilíbrios hormonais, mulheres grávidas ou problemas vasculares são fatores que favorecem a ocorrência de cãibras. Alguns relatos também indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. Se câibras apareceram sem um histórico prévio, consulte um médico para excluir causas mais sérias.

- Prevenção e Tratamento: Na maioria das vezes, os episódios dolorosos são ocasionais, duram menos de um minuto e desaparecem espontaneamente. Analgésicos e anti-inflamatórios não têm utilidade nenhuma no tratamento das câimbras. No entanto, nas crises, algumas medidas simples podem representar a melhor forma de tratamento.

Câimbras não têm cura, mas alguns cuidados simples podem prevenir a repetição das crises:

- Exercícios de alongamento e massagem: Alongar o músculo em espasmo e massagear a área afetada com movimentos circulares são técnicas fundamentais para promover o relaxamento da musculatura e alívio da dor.Nesse grupo, recomenda-se um programa de alongamento continuo. É importante salientar que não vai ser de um dia para o outro que o alongamento trará resultados. É preciso pelo menos algumas semanas com alongamentos diários para o músculo ter mais resistência às contrações involuntárias.

Quando as câimbras se manifestam nas pernas, a pessoa deve ficar em pé e colocar o peso sobre a perna acometida, dobrando o joelho para estirar os músculos da batata da perna. Se não conseguir ficar em pé, deve sentar-se, esticar a perna e puxar os pés para trás com as mãos.

- Boa hidratação: Manter uma boa hidratação ao longo do dia, especialmente antes de praticar exercícios vigorosos. e evitar o sedentarismo. Bem hidratados, os músculos se contraem e relaxam com mais facilidade. O melhor modo de controlar o grau de hidratação do corpo é através da cor da urina. Pessoas desidratadas apresentam urina muito amarelada e normalmente com cheiro forte, enquanto que um corpo hidratado produz urina clara e sem cheiro.

- Alimentação balanceada: Inclua frutas e verduras na sua dieta habitual. Esses alimentos são ricos em vitaminas, calico, magnésio, sais minerais e nutrientes importantes para o funcionamento não só dos músculos, mas de todo o organismo. Água tônica possui pequenas quantidades de quinina uma substância que também parece prevenir câimbras. Existem relatos de melhora das câimbras noturnas após alguns dias ingerindo água tônica à noite. Existem alguns medicamentos, como vitamina E, complexo B, verapamil, cloroquina e gabapentina que podem ajudar em casos específicos, mas que só devem ser tomados após avaliação médica.

- Aplicação de calor no local: O aumento da temperatura favorece o relaxamento dos músculos.

Fonte e Imagem: Site Revista Pilates

tags:

Invista em bem-estar e colha os benefícios para a sua saúde!

Postado em 15 de junho de 2012 às 10:30

Wellness é ferramenta para cuidar do corpo e mente.
Texto: Dr. Filippo Pedrinola

Talvez a melhor tradução para o significado do termo Wellness seja: um processo dinâmico e consciente de busca por uma vida saudável com felicidade, enxergando as conexões entre corpo, mente e espírito. Essa busca é tão importante quanto individual e representa uma conquista única, intimamente associada ao nosso estilo de vida.

Cuidado com o estilo de vida

Cada um tem a responsabilidade de fornecer elementos essenciais para a saúde, tais como uma boa nutrição, controle de peso adequado, atividade física regular, controle de fatores de risco como fumo, álcool, abuso de drogas e gerenciamento do estresse.

Seu coração é um órgão extremamente sensível aos sinais enviados pelo cérebro, mas ele não é o único. Os estados emocionais, provocados pelos pensamentos, afetam diretamente a saúde do corpo inteiro. Estudos relativamente recentes possibilitaram o surgimento de uma nova área de pesquisa médica conhecida como psiconeuroimunologia. É a ciência que investiga como os sentimentos, experimentados de forma consciente ou inconsciente, interferem na produção de hormônios e nas defesas do organismo.

Segundo a organização mundial de saúde (OMS), 80% dos casos de infarto e derrame e 40% dos casos de câncer podem ser evitados com um estilo de vida melhor. Seus genes não determinam seu destino, o estilo de vida é capaz de ligar ou desligar "genes bons" ou "genes ruins". É a epigenética, ramo da ciência que estuda essa relação e representa um verdadeiro marco na compreensão do aparecimento e da evolução das doenças.

Consequências do estresse para a saúde

Segundo pesquisas conduzidas pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), que estuda estratégias para afastar o problema, 70% dos brasileiros economicamente ativos sofrem efeitos negativos do estresse. Justamente por ficar com a imunidade comprometida, eles tem mais gripes, herpes, candidíase e infecções em geral. Nada menos que 3,5 % do PIB nacional são gastos com o estresse e suas consequências, e nas empresas ele é a principal causa de absenteísmo - quando o trabalhador falta por motivo de saúde - e presenteísmo, quando ele não desempenha suas funções adequadamente devido a problemas de saúde.

O segundo maior gasto das áreas de recursos humanos é com assistência medica e, mesmo assim, apenas de 1% a 5% das empresas brasileiras possuem programas regulares de qualidade de vida. Em média, de 15% a 20% dos funcionários são portadores de alguma doença crônica, e estes correspondem a 75% dos gastos com saúde nas empresas, por levarem ao absenteísmo e à aposentadoria precoce.

Não basta estar "aparentemente" livre de doenças. O bem-estar, no sentido mais pleno, depende de um olhar apurado sobre o que faz com que elas apareçam. Cada um constrói sua saúde quando se responsabiliza por ela. Saúde não é tudo, porem sem ela, o resto não é nada.

Fonte:  Site PhysioPilates                                                                    Imagem: Internet                              

tags:

Quando recomeçar vale a pena!

Postado em 30 de março de 2012 às 10:22

Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma bifurcação: temos de decidir se oferecemos um voto de confiança ao que ficou para trás ou apostamos as fichas em novas histórias.

Nunca é tarde para recomeçar e retomar planos antigos: você só precisa tomar a decisão e correr atrás dos seus sonhos
 
Lúcia se abriu para um novo amor após o divórcio. Vera entrou na faculdade assim que as filhas adultas agarraram seus diplomas. Mara voltou a dirigir após uma temporada longe do volante. Tatiana reatou uma antiga amizade graças a uma conversa regada a lágrimas e abraços. Os nomes das personagens são fictícios, mas suas histórias, reais. Mas, afinal, o que colhemos quando recomeçamos uma história do zero?

"Ganhamos a possibilidade de resgatar um sonho significativo", afirma Lidia Aratangy, terapeuta de casais e família, autora de O Anel que Tu me Deste (ed. Artemeios). Já a psicóloga Celina Figueiredo, especialista em psicologia do budismo, vê em cada nova investida um exercício libertador. "Quando damos uma segunda chance a alguém ou a uma situação, passamos a olhar o outro e a nós mesmas de forma diferente", diz a estudiosa.

Essa lógica compreende a essência do budismo. "Os seguidores de Buda buscam a liberdade interna, ou seja, não deixam que a mente se prenda a padrões condicionados", comenta Celina. Logo, mudar de ideia, redirecionar o ângulo de visão, desbravar horizontes inexplorados, enfim, começar a acreditar no potencial de regeneração da vida é uma forma de escrever nossa história com mais fluidez.

A hora do jogo

Persistir, se reinventar, se refazer e sonhar são habilidades que dominamos como nenhum outro ser na face da Terra. E é a esperança que nos mantém ali, soprando em nossos ouvidos que seremos vencedores. Mas, como qualquer jogador sensato, precisamos reconhecer o momento exato de abandonar o páreo. "Enquanto a pessoa enxergar possibilidades, deve insistir", opina o filósofo e professor Mario Sergio Cortella, autor de Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas (ed. Vozes).

A terapeuta Lidia Aratangy prefere traduzir ao pé da letra a expressão segunda chance. "Para ser de fato uma segunda cartada, ela precisa apresentar uma condição nova, porque, se for igualzinha à da última vez, vai dar no mesmo lugar", alerta. Isso quer dizer que, se você decidiu voltar a estudar ou retomar um relacionamento, essa vontade deve vir acompanhada de uma disposição bem diferente daquela que a fez aposentar os livros ou se afastar do parceiro. "Do contrário, a desistência vai se repetir", ela avisa.

Repetir o mesmo padrão de comportamento, além de cansativo, enfraquece a forma de nos posicionarmos no mundo. "Quando ficamos presos a uma ideia, nos enrijecemos e nossa energia é rapidamente consumida por esse estado mental", esclarece Celina.

Não tenha medo de tomar decisões, por mais difíceis que pareçam: elas podem levar para uma fase muito melhor.

Coragem para recomeçar

Eis um problema: por medo da mudança, muitas pessoas permanecem presas a uma história há muito desgastada ao invés de começar outra do zero. E, nesse meio tempo, se recusam a ver os inúmeros sinais de que aquela situação está se arrastando. "É preciso coragem para encerrar uma história antiga. Por isso, é muito comum nos agarrarmos ao que já conhecemos, mesmo que não seja bom. Adaptamo-nos ao terreno e ali permanecemos. Afinal, sabemos onde ficam seus buracos e suas minas, e mais, sabemos entortar o pé para não pisar neles", ilustra Lidia.

Para fugir dessa posição de descrédito perante os outros e nós mesmas, temos de aprender a sustentar nossas posições com firmeza. E para mudar de atitude, é preciso, antes, compreender por que teimamos em ouvir sempre a mesma música. Sem esse reconhecimento, dizem as especialistas, fica difícil trocar o disco.

E esse ciclo vicioso só é interrompido quando investimos no autoconhecimento a ponto de estarmos aptas a responder a três perguntas cruciais que nos colocam em contato com nosso mundo interno: O que eu posso hoje? O que eu quero hoje? Do que eu preciso hoje? Além disso, devemos reorganizar nossa casa interior sempre que ela estiver entulhada de desejos (vivos e mortos), identificando os projetos que ainda pulsam dentro de nós e, por isso, merecem uma segunda chance e descartando os que perderam a razão de ser.

 

Fonte: Site Revista Vida Simples                                                              Imagem: Internet

tags:

Fique mais saudável com a meditação!

Postado em 16 de março de 2012 às 08:35

Pesquisas apontam que a meditação diminui os níveis de stress e ansiedade e pode até diminuir o uso de medicamentos em pacientes crônicos

Texto: Marilda Varejão

Quem medita ganha qualidade de vida, se eleva espiritualmente, tende a se tornar uma pessoa mais calma, paciente, bem-humorada e amorosa. Além disso, aumenta a energia vital e o bem-estar físico. Sua prática ajuda a abrir o coração para os outros, despertando a compaixão que trazemos dentro de nós.

No mundo em que vivemos, estamos sempre em atividade. Mesmo nos momentos de lazer, enfrentamos trânsito, filas no cinema... Quando se fala em atividade mental, então, o ritmo é frenético. Não é à toa que a maioria de nós está sempre ansiosa, tensa, angustiada.

Palavra dos médicos

O principal benefício da meditação é levar a pessoa a se centrar em seu próprio eixo. Os cientistas estão descobrindo que apaziguar a mente é o melhor remédio para combater o estresse e outros males de nossos dias, como hipertensão e obesidade.

O cardiologista Herbert Benson, da Universidade de Harvard, um dos maiores pesquisadores americanos sobre o poder da meditação na saúde do indivíduo, afirma no livro Medicina Espiritual (ed. Campus) que 60% das consultas médicas poderiam ser evitadas se as pessoas soubessem usar a mente para combater as tensões.

O doutor Benson e outros pesquisadores analisaram pressão arterial, batimentos cardíacos, temperatura da pele e ritmo cerebral de alguns meditadores e constataram: enquanto medita, a pessoa consome 17% menos oxigênio e seu ritmo cardíaco cai dos habituais 60 bpm (a média de uma pessoa adulta em repouso) para apenas 3.

Eles descobriram também que durante a meditação o ritmo sanguíneo diminui em todas as regiões do cérebro, aumentando no sistema límbico, área que responde por nossas emoções, pela memória e pelos ritmos do coração e da respiração.Nas últimas duas décadas, na Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts, nos EUA, foram monitorados 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas.

Pesquisas ali realizadas revelam que, quando submetidos a sessões de meditação, esses pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésicos. Meditando, eles alteraram o foco de sua atenção e assim deixaram de sentir o medo de vir a ter dor, uma sensação que antecipa e aumenta a própria dor.

Segundo os estudiosos da Clínica de Redução de Estresse, as queixas de dor caíram 40% em média, porque boa parte da dor é psicológica, nasce exatamente do medo de sentir dor.

Por essas e outras, a meditação tem recomendação terapêutica em casos de fibromialgia (dores nos músculos e nas articulações), fobias e compulsões no hospital da Unifesp, em São Paulo. Lá, pacientes deprimidos e ansiosos que meditaram durante três meses sob a orientação de instrutores indianos tiveram melhora em sua agilidade mental e motora.

Adrenalina na dose certa

Segundo estudiosos das universidades americanas Columbia e Stanford, a meditação atua sobre o estresse porque, quando a mente se aquieta, a produção de adrenalina e cortisol (hormônios liberados em situações de estresse) é inibida, enquanto a de endorfina (um tranqüilizante e analgésico natural tão poderoso quanto a morfina) é estimulada.

Você quer mesmo meditar?

O futuro meditador precisa estar preparado: além de exigir força de vontade -, a prática da meditação nos coloca em contato com nossa própria realidade, o que num primeiro momento nem sempre é agradável.

Lembre-se também de arranjar um tempo em seu dia-a-dia para isso. E não se esqueça que os resultados da meditação, nem sempre palpáveis, custam a aparecer. Se nada disso o assusta, siga em frente.

Escolha a melhor hora para meditar. A sugestão é que a meditação seja a primeira tarefa do dia a ser realizada. Apesar de você precisar levantar pelo menos 40 minutos mais cedo da cama, é nesse horário que a casa está mais calma. E avise aos seus familiares que você não está disponível durante a meditação.

Sem expectativas

Muitos que começam a meditar acabam desistindo. Explica-se: o meditador às vezes tem a impressão de que não sai do lugar (e não sai mesmo! Meditar não leva ninguém a lugar nenhum...).

Como a dificuldade para se concentrar é grande, a tranqüilidade demora a ser conquistada. Para evitar frustrações, comece sem grandes expectativas e não tenha pressa.

Entregue-se à meditação sabendo que essa experiência é muito pessoal e deve ser realizada seguindo os critérios que você próprio estabelecer. Não espere nenhuma transformação radical: novos hábitos levam ao abandono de outros antigos, o que nunca é fácil. Dificuldades fazem parte do processo. Um dia, quando se der conta, já será outra pessoa, muito mais inteira e feliz.

 

Fonte: Site Revista Bons Fluidos                                                         Imagem: Internet

tags:

Saiba como usar o otimismo a seu favor!

Postado em 09 de março de 2012 às 09:40

O otimismo é a saída para lidar com os desafios do dia a dia. Descubra como ser positiva na medida certa e viva melhor.

Toda a vez que você se vê diante de desafios, o negativismo toma a dianteira e projeta no horizonte os piores cenários possíveis? Pois saiba que o otimismo é a chave para lidar com qualquer desafio da vida moderna, lembrando sempre, porém, que ele não pode pender para uma supervalorização do pensamento positivo e que os problemas não devem ser colocados debaixo do tapete. Acima de tudo, o importante é confiar na própria capacidade de abrir os caminhos. Veja a seguir como usar o otimismo a seu favor - e na medida certa!

Otimismo e sua saúde

Inúmeras pesquisas científicas comprovam que a propensão a ver o lado luminoso das situações e acreditar que os reveses da vida são passageiros está ligada ao fortalecimento do sistema imunológico e à motivação interior para superar a adversidade. A atitude oposta carrega uma série de implicações bem sombrias. "As consequências do pessimismo podem ser extensas e desastrosas: humor depressivo, resignação, menos sucesso nos empreendimentos, saúde física frágil e até depressão", aponta a psicóloga Lidia Weber, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Na medida

Apesar de enaltecer os ganhos de se mirar a face sorridente da vida, a estudiosa alerta para a versão "poliana" do otimismo, da qual devemos desconfiar. "Ser otimista inclui conhecer a si mesma e as variáveis que controlam nosso comportamento, ou seja, conhecer também os limites do real. Todas as pessoas do mundo não podem ser boazinhas e maravilhosas 24 horas por dia", ela contesta e acrescenta: "O mais importante é saber que se eu faço as coisas de forma correta, se eu me esforço, consigo obter coisas boas. Isso é otimismo do ponto de vista da psicologia positiva", ela atesta.

Estilos de vida

Professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o dr. Martin E. P. Seligman é o grande mentor dessa corrente da psicologia que enfoca a busca da plenitude e não simplesmente o alívio do sofrimento psíquico. "Os otimistas têm atitudes e estilos de vida mais saudáveis. Eles acreditam que suas atitudes são importantes, enquanto os pessimistas acham que são impotentes e que nada do que possam fazer adiantará", ele escreve na obra Florescer - Uma Nova Compreensão sobre a Natureza da Felicidade e do Bem-Estar (Objetiva).

Há controvérsias

Mas até que ponto essa equação nos impediria de desenvolver doenças? A influência do otimismo na prevenção e na cura de enfermidades vem sendo debatida por cientistas e intelectuais. Segundo Seligman, estudos mostram que o otimismo é um excelente escudo contra doenças cardiovasculares, além de suavizar gripes e resfriados. Entretanto, pouco pode fazer para afugentar males gravíssimos, como os tipos mais agressivos de câncer.

Ponto negativo

Os pontos fracos do otimismo são evidentes para o psicólogo Christopher Peterson, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Ele insiste que o entusiasmo desmedido pode levar o indivíduo a ignorar os riscos e a criar falsas expectativas. "Essa postura faz com que as pessoas negligenciem medidas básicas de promoção e manutenção da saúde. Além disso, a ênfase no pensamento positivo é um fator de distração. Por causa dela, muitos deixam de fazer planos concretos para atingir seus objetivos", ele argumenta em artigo publicado na revista American Psychologist.

 

Fonte: Site Revista Vida Simples                                                

tags:

O que é manter-se saudável?

Postado em 25 de fevereiro de 2012 às 11:35

Até bem pouco tempo, a maioria das pessoas tinha somente a preocupação de cuidar do lado estético do corpo, seguindo padrões de beleza determinados pela mídia e pela sociedade. Aqueles que não se enquadravam nos padrões, para não se sentirem rejeitados e mais confortáveis socialmente, seguiam a qualquer custo rotinas de exercícios e dietas, colocando em risco a própria saúde. Logo, um programa de Fitness, por muito tempo, englobava exercícios físicos que supervalorizassem os aspectos estéticos, contendo esforços desmedidos para se alcançar uma bela forma física. Tudo na vida tem um preço e esta pregação de conceitos deturpados e de atitudes inconseqüentes, muitas vezes estimuladas por profissionais irresponsáveis, deixou-nos um belo saldo negativo: desequilíbrio orgânico a nível físico, mental e espiritual. 

Hoje, o termo Fitness, que quer dizer aptidão física ou, mais precisamente, aptidão do organismo, estará incompleto se não estiver associado ao bem-estar, Wellness. Na expressão Fitness, surgida na década de 70, seu conceito estava relacionado às capacidades física, cognitiva, emocional, moral, espiritual entre outras. Entretanto, a maneira como o corpo vem sendo cultuado pela sociedade, deixa de lado a existência da sua parceria com a mente, permitindo que o verdadeiro conceito de Fitness ficasse deturpado. A Ciência em prol da saúde, diante de tal constatação, tem contribuído muito para que os conceitos de saúde e corpo sejam reformulados. É sabido, hoje, por meio de muitas investigações, do Princípio da Simultaneidade. Segundo Olavo Feijó (1), na obra Corpo e Movimento, este princípio está baseado na Teoria do Contínuo Energético Bipolar. Esta teoria é fundamentada no contínuo energético por considerar que os pólos, corpo e mente, fundem-se em um único corpo energético da mesma natureza, ou seja, o ser humano.        Dessa forma, colocar o corpo submisso à mente e vice-versa é dicotomizar o ser humano, pois estes dois elementos que formam o ser humano - corpo e mente, funcionam e reagem simultaneamente. Esta teoria vem explicar as reações que o ser humano sofre quando não se leva em consideração o corpo e a mente como partes vivas do organismo. 

 Para muitos o termo saúde ainda significa simplesmente "a ausência de doença" e um grande número de pessoas que não apresentam sinais de doenças ou enfermidades consideram-se sadios. 

Ser sadio não é simplesmente ter um corpo sem doenças, bem torneado e magro, é sim, uma combinação do sentir-se bem consigo mesmo e com aquilo que faz. A palavra saúde deveria estar associada ao corpo e à mente, simultaneamente, como o termo Wellness que significa o bem-estar, ao invés de ser associada à ausência de doença. Hoje, saúde não é uma questão de chances, é uma questão de escolha. Ser uma pessoa saudável é tornar-se responsável pela sua saúde. Exercitando-se regularmente e praticando consistentemente outros hábitos positivos com relação ao estilo de vida, os benefícios virão com certeza: saúde melhor, menor risco com relação às doenças, inabilidade físicas e morte prematura, assim como, os tão almejados resultados estéticos. 
O que seria um programa de Wellness ? 
Wellness é um programa que favorece todos os campos do bem-estar físico, mental, emocional, intelectual, social e espiritual. O ser saudável requer um compromisso contínuo com o estilo de vida, uma grande vontade de mudar em busca da melhor qualidade de vida e da longevidade. 
Wellness é uma forma de prevenção e Educação da saúde em busca do bem-estar total. O Wellness envolve a melhora da saúde global, atividades físicas prazerosas, diminuição de peso, diminuição no consumo de gordura, alimentação adequada, lazer, diminuição do colesterol, diminuição do índice de suicídios, diminuição do consumo de álcool e drogas, melhora do sistema cardiovascular, redução do stress e melhora da auto-estima e, principalmente, a chance de redução dos efeitos do envelhecimento. Enfim, o conceito de Wellness vem justamente ao encontro da Teoria da Simultaneidade existente entre o corpo e a mente. 
Wellness engloba o Fitness. Então, o mais apropriado seria utilizarmos o termo Wellness e não, somente, Fitness?? O melhor não é a escolha da nomenclatura correta, mas a correta aplicação dos meios que nos levam a ter saúde, tendo a perfeita conscientização do que é saúde, trabalhando o organismo como um todo, envolvendo o corpo e a mente. Cabe aos Profissionais de Educação Física orientar as pessoas quanto ao melhor programa de Fitness que deve englobar o trabalho físico e mental. Muitos profissionais já entenderam estes conceitos, que não têm nada de novo, mas que estão sendo retomados. Aliando-se a outras áreas como nutrição, psicologia, fisiologia e medicina desportiva, estes profissionais estarão aptos a promover atividades físicas prazerosas, sem comprometer a saúde, mas principalmente, mantendo ou ganhando mais saúde.

Informando a sociedade para torná-la mais consciente, a preocupação com a parte estética deixa de ser uma obsessão sem limites para tornar-se um objetivo saudável. A atividade física, então, é encarada como o meio para se atingir uma composição corporal mais equilibrada (menos gordura e mais músculos) e melhorar a qualidade de vida. Dessa forma, a pessoa além de sentir-se melhor na aparência física, ganha saúde. Um alerta da Ciência aos profissionais que ainda não investem nesta filosofia: "o caminho do Fitness para o novo milênio é o Wellness". 

Prof. Daisy Pinheiro  - Matéria do 15º Congresso Mundial da IDEA, Orlando, Flórida;

Fonte: Site PhysioPilates

tags:

Atitudes para trazer energia positiva!

Postado em 16 de fevereiro de 2012 às 11:48

Quer trazer mais equilíbrio e harmonia para sua vida? As atitudes a seguir ajudam a manter a vitalidade na medida certa. Confira:

Respire bem

A respiração é a forma de sentir os outros, a vida e o ambiente. Fisiologicamente, ela tem três momentos: inspiração, expiração e pausa, que quase não é percebida. A primeira estimula o organismo e a segunda expulsa as toxinas. A última etapa, que ocorre no pequeno espaço de tempo entre a expiração e a inspiração, é essencial para nós. "Essa parada é o que nos mantém vivos", explica Sandro Bosco, do Yoga Dham, de São Paulo. Ioga, pilates, Tai chi chuane meditação ajudam na respiração equilibrada.

 Mexa o corpo

 Você subiu um lance de escadas e ao chegar lá em cima achou que o coração ia sair pela boca ou se sentiu levemente cansada? Se optou pela primeira opção, fique atenta. Seu condicionamento físico está lá embaixo e seu nível energético idem. Um bom jeito de sair desse estado "devagar quase parando" é praticar exercícios. "Mexer o corpo traz benefícios em todos os aspectos", explica Fábio Bernardo, fisiologista do exercício, de São Paulo. "Tonifica os músculos, protege a saúde e, acima de tudo, dá mais disposição e energia."

Porém, um dos segredos para usufruir seus benefícios é procurar uma atividade que você realmente goste. Pode ser vôlei, boxe, basquete, handebol, futebol, tênis, dança, caminhada, corrida, ioga, pilates, natação... Segundo Fábio, a prática tem que ser prazerosa e sem dor, e não uma pedra no caminho. Do contrário, você desiste logo na primeira semana.

Alimente o cérebro

Hoje já está mais do que comprovado que o cérebro emana ondas de energia positiva para o resto do corpo quando fazemos uma pausa para ler um livro, ir ao cinema, à praia ou simplesmente não fazer nada. O mesmo princípio vale para os pensamentos alto-astral. "Se você é uma pessoa alegre, risonha e bem-humorada, envia para o seu cérebro uma mensagem de felicidade", fala a fonoaudióloga paulista Ana Alvarez, autora do livro Deu Branco, um Guia para Desenvolver o Potencial de Sua Memória (editora Record). "Em contrapartida, ele banha você com a mesma energia".

Curtir a vida e seus pequenos prazeres não é privilégio, é fundamental. Enquanto isso não acontece, siga as dicas de Ana Alvarez:

1. Escreva em um papel ou repita para você mesma três coisas boas que aconteceram no seu dia. Faça isso de segunda a sexta! "Um estudo feito com pessoas deprimidas, que aplicou esse método, chegou à conclusão de que elas ficam mais positivas e bem-humoradas após algumas semanas", diz Ana.

2. Quando você estiver em crise com você mesma, procure algo que a acalme e dá prazer. Se você sabe que fica tranquila na praia, vá até lá. Caso não seja possível, imagine que você está lá ou coloque no seu protetor de tela do computador ou celular uma foto do mar. Pode ser também um cheiro. Se for a alfazema que deixa você purificada, então tenha sempre uma almofadinha para cheirar com a fragrância.

 

(...)

 

Fonte e Imagem: Site Revista Bons Fluidos

tags:

Rua Deputado Clóvis Motta, 3090 - Candelária, Natal - RN
CEP 59064-430 - Fone: (84) 3206-1058